Depois do estrondoso sucesso de seu último álbum, Play, de 1999, Moby alcançou status de celebridade e ficou conhecido como o melhor representante da música eletrônica mundial.

DJ nova-iorquino que ficou famoso junto com o estouro do tecnho e das raves, Moby vai muito além das suas pickups. Ele toca, canta, compõe, remixa, escreve e tem seu próprio festival de música. Quer mais? Seu novo álbum, intitulado 18, será lançado mundialmente em 12 de maio.

Mais romântico do que nunca, Moby fala do comeco da sua carreira, da vontade de voltar a tocar no Brasil, dos Simpsons. Confira agora esta entrevista especial, direto de Londres !

Como você se descreveria?

[Moby] Bom, sou um nova-iorquino, o que exerce uma grande influência em mim como um músico porque Nova York é uma cidade internacional, com uma série de músicas e culturas diferentes e tudo isso me influencia bastante.

Fale um pouco da sua evolução musical, já que começou em bandas de Punk Rock, virou um DJ de Techno, voltou para as guitarras quando ninguém esperava…

[Moby] Musicalmente eu sempre gostei de todos os tipos de música. Na verdade, eu cresci tocando música clássica, daí comecei a tocar Punk Rock, depois toquei baixo numa banda de Reggae… Fiz todas estas coisas sem nunca excluir nada. E mesmo quando eu fiquei famoso nos anos 90 como um DJ de techno eu continuava interessado em outros tipos de música.

Você acha que a música contemporânea está morta?

[Moby] Não. Eu gosto de tudo. Quando estou em Nova York, se eu ouço a ‘Hot 97’, que é uma rádio de hip hop e R&B de lá, sempre fico surpreso com o tanto de coisa boa que ouço. Eu quero dizer que a música não tem hoje o mesmo destaque de outros tempos. Pense nas décadas de 60 e 70. A música era revolucionária. Agora, a música tem que dividir os holofotes com várias outras coisas. Videogames, internet, computadores em geral. Mas eu ainda acho que tem um monte de músicas maravilhosas e emocionais sendo feitas. Bandas como Clinic, Magnetic Fields…

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