Respirando o fim do Regime Militar e o começo da abertura política, a década de 80 foi marcada pela popularização do rock no Brasil. A chamada “Geração Coca-Cola”, trazia o protesto e critica como carro-chefe da sonoridade rock in roll.

Brasília se mostra ao Brasil como provedora de uma nova cultura e de algumas das melhores bandas de todos os tempos. O Aborto Elétrico é criado pela “Turma da Colina”, um grupo de jovens entediados por não ter nada para fazer na Capital do país e cansados da repressão do Regime Militar. Posteriormente a dissolução do grupo resulta na formação de bandas como Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude.

Entra em cena os Paralamas do Sucesso, com sua mistura de guitarras, ska e reggae, abrindo caminho para o rock in roll entrar no mainstream nacional. Seguidos pelos paulistas dos Titãs, que tocavam uma mescla de rock, new wave e MPB, o gênero começou a dominar a programação das rádios em todo o Brasil.



A abertura de casas de show como Noites Cariocas e Circo Voador, no Rio de Janeiro, e Aeroanta em São Paulo, favoreciam a propagação da cultura das guitarras. Em 1985, Roberto Medina organiza a primeira edição do Rock In Rio, que consagrou os cariocas do Barão Vermelho, estourados em todo o país desde 1983.



No mesmo ano, Cazuza deixa o Barão Vermelho para seguir carreira solo. De Brasília, surge para o mundo a banda Legião Urbana. Com atitude punk e guitarras distorcidas, o Legião foi uma das bandas mais respeitadas da década. O vocalista, Renato Russo, torna-se o ídolo de uma geração.



Capital Inicial, BLITZ, Ira! e Ultrage a Rigor também tomam as rádios do país. Sim, agora o mainstream é rock. Paulo Ricardo e o RPM, tornam-se um fenômeno de vendas com a balada Olhar 43. Fechando a década, surge em Porto Alegre, os Engenheiros do Hawaii, idealizadao por Humberto Gessinger



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