O show do Rage Against The Machine, que acontece neste sábado (9) a partir das 22h, é o mais esperado do SWU. Quando a banda confirmou sua apresentação no festival os fãs não hesitaram, correndo para as bilheterias para presenciar o primeiro show da banda em terras brasileiras.

A trajetória do Rage Against The Machine começou com uma pedrada – o lançamento de seu primeiro álbum em 1992, homônimo, que conquistou milhões de fãs com sua sonoridade suja, seu discurso virulento e uma turnê de fazer o sangue de qualquer amante de música pesada ferver. Com clássicos como Killing In The Name, Bullet in The Head e Wake Up, o primeiro álbum da banda foi um começo de carreira meteórico, que acabou subitamente em 2000 deixando muitos fãs órfãos e loucos por mais.

Em 2007, o grupo retornou aos palcos em uma apresentação furiosa no festival de Coachella, e desde então os fãs brasileiros esperam por uma oportunidade de ver o grupo no Brasil. Para Daniel Fellet, operador de cobranças, assistir ao show do Rage Against The Machine é a realização de um sonho. “Há 20 anos eu quero isso, é a realização de um sonho que eu jamais pensei que fosse acontecer! Rage é foda e eu não perderia por nada no mundo!”, exclamou ele, animado com a apresentação.

Para Adonai Andreoli (que se definiu como um “vagabundo nato”), o show da banda é imperdível por dois motivos: “o som, que é incrível e ninguém faz igual, e a atitude. A banda não se vendeu que nem esses artistas aí, tipo Fresno, Lady Gaga e Justin Bieber! Eles têm integridade!”, argumentou, ao que Daniel Fellet complementou: ” e os CDs deles são baratos! Quem mais faz isso hoje em dia?”, perguntou.

O engenheiro de produção Marlon Wante Marques concorda que a ideologia da banda é o que faz uma apresentação do Rage tão especial. “Essa característica de sempre criticar o governo e ficar do lado do povo é incrível, é o que me faz gostar da banda”, afirmou ele, que não hesitou na hora de comprar o ingresso. “Comprei primeiro lote, não queria ficar de fora de jeito nenhum. Um show deles é um acontecimento na vida de qualquer um”, completou.

Para os irmãos Rodrigo e Rafael de Melo Alvarenga, estudantes, o que não pode de jeito algum faltar no show do Rage Against The Machine são os solos de guitarra. “Não tem jeito, o Tom Morello precisa fazer solos de guitarra! Além disso, não têm como a banda não fazer um discurso político, provavelmente voltado para a questão da sustentabilidade”, afirmaram.

INVASÃO DA PISTA VIP

No dia 8 de setembro, Tom Morello provocou os fãs em seu perfil no Twitter a respeito da área vip do SWU.

“Ficamos sabendo que alguns caras estão planejando comprar ingressos comuns para o nosso show no Brasil para invadir a área vip! Achei que só eu queria isso!”, escreveu.

Mas os fãs não parecem muito animados com a invasão de palco, embora seja bem claro que o clima na grade é de que se rolar… vai todo mundo invadir.

Para Marlon Marques, invasão de pista VIP não é algo comum no Brasil. “Em todos os shows que eu fui nunca aconteceu um negócio assim. E nem precisa, acho que está todo mundo sossegado”, afirmou.

” Duvido que ninguém tente nada, acho que vai rolar sim! Mas pra gente não faz muita diferença, nem é tão longe assim”, afirmou Adonai Andreoli. Já para Daniel Fellet, só uma coisa importa: “olha, se o povo quiser invadir, beleza, contanto que a banda não pare de tocar!”.

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