Com o objetivo de “evangelizar” com suas canções, a freira ganhadora da versão italiana do concurso The Voice, Cristina Scuccia, disse compreender que muitos não tenham entendido que Like a Virgin, de Madonna, tenha sido a canção de seu primeiro disco “Sister Cristina”.

“Quando tive o texto em minhas mãos o analisei sem levar em conta o que tinha se passado anteriormente com esta canção. Significa um pouco uma alegoria do chamado de Deus”, disse Cristina, uma freira de 27 anos que conquistou os quatro técnicos de “The Voice” Itália e lançará no próximo dia 11 de novembro seu disco estará no mundo todo.

Em “Sister Cristina”, intitulado assim para que seja “mais internacional”, a italiana incluiu dez versões e duas canções inéditas. Todas as músicas foram escolhidas por ela pelo “conteúdo do texto e seu significado”.

Neste sentido, com “Like a Virgin”, polêmica canção de Madonna em 1984, oferece uma versão mais melodiosa em um videoclipe gravado em Veneza, da mesma forma que Madonna.

“No vídeo ressaltamos a sacralidade de Veneza, tem uma intenção completamente diferente. Tudo está encaminhado para a ideia que Deus dá às coisas a capacidade de voltarem novas e a obrigação dos cristãos é ver as coisas com novos olhos”.

Com este trabalho já à venda, e com mais de oito milhões de visualizações no YouTube, a freira Cristina Scuccia confessou que não “nunca” pensou em poder cantar seu primeiro single com Madonna, mas admitiu que poderiam “fazer um mix”.

“Na capa do meu disco estou sentada ao lado de uma poltrona vazia. O posto livre acolhe a todos, a mensagem da capa é essa, Madonna também é bem vinda”, disse.

Com a mensagem clara que é “uma freira com um dom”, o de cantar, a jovem siciliana, agora residente em Milão com sua congregação de Ursulinas, não teve “contato direto” com o papa Francisco, mas acredita que como se trata de um papa que “convida à aproximação das pessoas”, acha que ele diria: “Jovem, que a oração sempre te acompanhe, reza com os pés na terra”.

O dinheiro obtido do álbum e de seus shows será destinado a obras beneficentes da congregação no Brasil e na Sicília, mas antecipou que, “por enquanto” não há shows previstos embora, como apontou, seu futuro esteja “nas mãos da providência”.

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