Os compositores de sucesso atuais deveriam estudar com os grandes nomes do passado, como Cole Porter, caso queiram que sua obra sobreviva ao tempo.

Este é o conselho dado pelo cantor veterano Tony Bennett — que cantou “I Left My Heart in San Francisco” –, ao prestar uma homenagem a velhos mestres durante um evento em Beverly Hills, na segunda-feira, no qual recebeu um prêmio pelo conjunto de obra.

Bennett, 75, recebeu o prêmio Pied Piper em um jantar de gala no Hotel Beverly Hilton, organizado pela Sociedade Norte-Americana de Compositores, Autores e Editores (Ascap, na sigla inglesa), que recolhe, para seus mais de 120 mil membros nos Estados Unidos, direitos autorais pela execução de músicas.

Outros artistas que receberam o prêmio incluem Fred Astaire, Rosemary Clooney, Barbra Streisand, Frank Sinatra e Gene Kelly.

Antes de fazer uma pequena apresentação com clássicos como “The Best Is Yet To Come” e “Keep the Faith, Baby”, Bennet deu uma pequena lição de história à platéia.

O astro lembrou-se de que, quando era jovem, seus professores o orientaram a escrever canções. Mas ele então conheceu Cole Porter, Johnny Mandel, George Gershwin e Duke Ellington, e decidiu que nunca seria capaz de imitá-los.

“Esta é a razão de eu ter me tornado um artista. Eu adorava os compositores, seu talento, sabendo que eles haviam estudado Shakespeare e Gilbert & Sullivan. Eles vão a fundo na faculdade e estudam muito para criar uma forma de arte que é realmente a nossa tradição.”

“Estamos tão ocupados ganhando dinheiro na era da cobiça em todo o mundo… Mas eu cresci na era dourada, quando se insistia em integridade total, ainda assim ganhando muito bem.”

Bennet, que foi laureado dez vezes com o prêmio Grammy, previu que, em cem anos, as obras de Gershwin e Ellington serão tão respeitadas quanto as de Bach e Beethoven agora.

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