New Order e Joy Division estão entre as bandas mais influentes e seminais dos anos 80 e 70, respectivamente. A estranheza e a poesia deprê do Joy Division inspirou bossas como U2. As batidas dançantes do New Order serviram de inspiração para The Killers, The Drums e todo mundo que veio depois. Peter Hook, ex-baixista das duas bandas, realizou um show em São Paulo na madrugada deste sábado (5).

Com sons dos dois grupos, a apresentação de Hook, que se afastou do New Order em 2004 por briga interna, provou que não há nada mais interessante – ou muito mais moderno – sendo feito hoje. E que é por isso que as pessoas vão em apresentações de gente do passado.

No Cine Joia, casa cheia. Com uma camisa azul da seleção brasileira e apoiado pela competente banda The Light, Hook tocou, principalmente, sons do primeiro disco do New Order, Movement, e do segundo, Power Corruption & Lies.

Denial, The Him, Ultraviolence, Age of Consent e baratos afins estiveram no repertório do rapaz de 57 anos e fizeram pessoas dançarem com vontade. Para quem toca algo, vontade de montar uma banda e fazer um som decente e universal. Com baixo reto, com riffs de guitarra grudantes.

Se houve um ponto baixo da noite, foi o jeito que terminou. O penúltimo número foi o absoluto clássico Blue Monday. Coisa linda de morrer, não fosse o fato de Hook deixar uma gravação fazer as vezes de base da música, enquanto ele cantava e tocava baixo em modo quase karaokê.

A última canção, por sua vez, foi Love Will Tear Us Apart. Legal. Agradou geral, mas deixou vontade de ouvir outros sons importantes do Joy Division, como Disorder e She Lost Control. Tudo bem. Não se pode ter tudo.

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