SÃO PAULO (Reuters) – Quando celebridades da música pop mundial se aventuram nos caminhos do cinema, os críticos torcem o nariz. A notícia geralmente vem acompanhada de um roteiro fraco, de atuações desconcertantes e músicas de qualidade duvidosa, que embalam romances pré-adolescentes.

Foi o que aconteceu quando Mariah Carey investiu todo o seu talento em “Glitter — O Brilho de Uma Estrela” (2001), um fracasso não apenas de crítica, como também de público.

Outro caso é o do filme “Crossroads — Amigas para Sempre” (2002), protagonizado pela musa teen Britney Spears, que atraiu uma legião de fãs para o cinema com a intenção de vender mais discos da cantora.

Apesar dos exemplos ainda serem recentes, Lance Bass, vocalista do grupo ‘NSync, também resolveu se aventurar no cinema com “Na Linha do Trem”, estréia desta sexta-feira.

Com apenas 22 anos, fundou há pouco mais de um ano sua própria produtora, batizada de A Happy Place (Um lugar Feliz), com a qual busca espaço em Hollywood. Como não podia ser diferente, é o próprio Bass que estrela o primeiro projeto.

A comédia romântica “Na Linha do Trem” conta a história de Kevin, um jovem tímido que se apaixona perdidamente por uma desconhecida durante uma viagem de trem.

Como não a esquece, resolve criar um plano para encontrá-la e se transforma no objeto de desejo de todas as meninas de Chicago.

Absolutamente previsível, o filme foi considerado por parte da crítica norte-americana como “perfeitamente inofensivo”. A produção está recheada com os últimos sucessos do grupo.

(Por Rodrigo Zavala, do Cineweb, especial para a Reuters)

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