Marina Sena fala com o Virgula sobre seu primeiro álbum, “De Primeira”

“De Primeira”, o debut solo da cantora mineira Marina Sena, é um fenômeno. Lançado no final de agosto, o álbum foi um sucesso não apenas de crítica, mas também de público. Em pouco tempo, ele recebeu mais de 6 milhões de streamings nas plataformas digitais e já conta com dois clipes produzidos.

Mas todo essa recepção já em sua estreia solo não assustou a artista. Apesar da pouca idade – ela tem 24 anos -, amineira de Taiobeiras já acumula alguns anos de carreira musical. E isso, ela acredita, a preparou para o sucesso de seu disco de estreia. “Não me surpreendeu tanto [o sucesso de ‘De primeira’] porque, como eu já tenho sete anos de carreira – contando com a banda Rosa Neon –, foi uma coisa que eu já estava construindo há muito tempo”, disse, em entrevista exclusiva ao Virgula. Depois, completou: “Mas dá um brilhinho no olho! Você ver que realmente você não estava errada, que você não sonhou errado, seu sonho era realmente uma coisa que se tornaria realidade. O que me deixa impactada é saber que o meu sonho é real”.

Sobre o álbum, Marina revela que ele já estava sendo produzido desde antes do fim de sua antigo grupo, o Rosa Neon. Isso porque ser uma artista solo sempre foi o objetivo da mineira, que acredita que, agora, as coisas mudaram em sua vida profissional. “Traz uma sensação de que a responsabilidade está toda na minha mão”, revelou sobre o novo projeto, salientando que esta é a diferença entre estar ou não em uma banda. Já sobre sua música preferida do álbum, a artista foi categórica: “Temporal”.

Trazendo uma perspectiva completamente nova em “De Primeira”, hoje existe toda uma discussão sobre em qual gênero musical os trabalhos da cantora se encaixam. Seria MPB, pop, samba, axé? Para Marina, a resposta está no pop. “Acho que as definições de pop podem ser mudadas de acordo com o referencial que você tem, mas, pelo menos pelo referencial que eu tenho, eu sou pop, sim! Porque eu acho que o pop tem referência de tudo mesmo, do samba, de tudo que você tiver ali. O pop é isso: tudo aquilo que é popular, palpável”, opinou. “Eu acho que o meu som é popular mesmo tendo referências de todas essas outras vertentes, do samba, da MPB, de não sei o que…Quando junta tudo isso vira um pop!”, disse.

E as suas influências também estão dentro do universo popular. Entre os brasileiros, a mineira aponta o cantor Djavan – “o maior hitmaker do Brasil” – como sua grande inspiração, assim como Lulu Santos. E, para listar outros artistas que estava ouvindo durante a produção de seu álbum, ela disse: “Rosalía, Nathy Peluso. Tava ouvindo muito Djavan, Mayra Andrade, Sara Tavares, Doja Cat, Kali Uchis”.

E os dias de glória de sua carreira estão apenas no início! Marina será uma das atrações do “Amazon Music Festival: Palco Coala”, que acontece no sábado, dia 11 de setembro, à partir das 17h. Sobre o convite, Marina disse que ele é uma validação de sua trajetória na música. “Eu me senti muito feliz por ter uma plataforma como a Amazon e um festival como o Coala me convidando para fazer um show. Quer dizer que eu realmente estou no caminho certo, que tem pessoas que são muito importantes e que acreditam em mim!”, definou.

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