Os pais de Aaliyah abriram um processo, na segunda-feira, contra a gravadora Virgin Records e outros réus, alegando que foram negligentes ao não impedir o acidente aéreo que matou a cantora e membros de sua comitiva, no ano passado.

Aaliyah e outras oito pessoas morreram em 25 de agosto, quando o avião bimotor em que viajavam caiu logo depois de decolar das Bahamas, onde estrela de 22 anos estivera gravando um videoclipe.

Na ação aberta na Corte Superior de Los Angeles, Diane e Michael Haughton afirmam que o avião estava sobrecarregado, que não era o tipo de aeronave para fazer o vôo fretado até a Flórida e que o piloto não era qualificado.

O governo das Bahamas está concluindo o inquérito que abriu sobre o acidente e pretende citar erro do piloto, inexperiência e excesso de peso como os três fatores principais que contribuíram para o desastre.

A morte repentina de Aaliyah aconteceu quando sua carreira se encontrava em pleno sucesso. Ela estava participando das filmagens da produção “Rainha dos Condenados” — em cartaz no Brasil — e acabara de lançar seu terceiro álbum, intitulado “Aaliyah”.

A Virgin Records, várias produtoras de vídeo e a operadora do vôo fretado, a Blackhawk International Airways, foram citadas como rés.

O processo afirma que a Virgin e as outras empresas sabiam que o piloto era inexperiente e que o avião Cessna 402-B não era apropriado, fatores “que poderiam resultar num acidente”.

As famílias de dois outros passageiros também abriram processos contra a gravadora na segunda-feira, em Los Angeles.

No sábado, o jornal South Florida Sun-Sentinel disse que os investigadores nas Bahamas estão aguardando apenas os exames toxicológicos do piloto para concluir o relatório sobre o acidente. Os exames foram solicitados porque o profissional teria se confessado culpado de posse de cocaína, diante de um tribunal da Flórida, 12 dias antes do desastre.

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