Se você fosse um músico gringo ligado à música alternativa com um belo DNA, como no caso de Sean Lennon, filho único de John Lennon e Yoko Ono, o que faltaria em sua vida?

Ficar amigo do Tom Zé!

Quando o Cibo Matto, banda da então namorada de Sean, Miho Hatori, veio ao Brasil em 1998, eles se derreteram pelo mago baiano de Irará que está lançando um novo álbum nesta terça (28), Vira Lata na Via Láctea.

Veja a declaração explícita que rolou na MTV.

A tietagem era reflexo da redescoberta de Tom Zé levada adiante por David Byrne e o seu selo Luaka Bop, que o apresentaram para o mundo em 92.

Outro que treme diante do “pai da invenção” é John McCrea, do Cake. No ano passado, quando a banda veio para o Lollapalloza, eles foram até o Altas Horas, da TV Globo, e ninguém menos que o ídolo de 78 anos foi levado ao estúdio para fazer uma surpresinha para seus fãs californianos.

Mas não são apenas os ilustres que adoram Antônio José Santana Martins, nome verdadeiro de Tom. Uma pesquisa no e-Bay, site popular de vendas on-line do EUA, revela que o disco mais caro do ícone tropicalista custa a bagatela de R$ 891,86.

O disco, de 72, se chama Tom Zé e foi relançando em 84 com o nome de Se o Caso é Chorar.

Veja você mesmo e se animar faça uma oferta.

Luiz Calanca, dono da loja de discos Baratos Afins, na Galeria do Rock, conta que o relançamento em vinil dos discos de Tom Zé nos Estados Unidos e Europa fizeram com os preços dos seus discos mais raros tenham caído. Mas ele estima que os LPs originais do mestre saiam por um preço de R$ 400. “Eles ainda colocam mais uma margem de lucro sobre esse preço”, explica. Não foi à toa que os japoneses fizeram a rapa em discos raros de música brasileira nas lojas de São Paulo. 

Já os vinis novos de Tom Zé, tanto de novidades quanto de relíquias que voltaram às prateleiras, custam entre R$ 75 e R$ 140.

Mas a amizade, a gente sabe, não tem preço.

Se conquista. Tom Zé <3

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