Tony Iommi, pai da guitarra heavy metal e fundador do Black Sabbath, revelou em entrevista à Rolling Stone que o produtor Rick Rubin queria Ginger Baker como baterista da nova formação do grupo. De acordo com o líder da banda pioneira do som pesado, o veterano produtor acreditava que o baterista original do Cream seria o substituto perfeito para Bill Ward, único membro original do Sabbath que não estará na formação que está gravando o disco 13.

Baker é considerado um dos maiores bateristas de todos os tempos graças ao seu estilo extravagante e precisão incomparável. Além de ter integrado o Cream, que é considerado o “maior supergrupo de todos os tempos”, ele gravou com Fela Ransome-Kuti, Paul McCartney & The Wings, Hawkwind, Public Image Ltd, Jack Bruce e a banda veterana do stoner rock de Palm Desert, o Masters of Reality.

Apesar de acreditar no julgamento de Rubin, um dos mais conceituados produtores de rock da atualidade, Iommy disse que não conseguia conceber a presença de Baker entre as fileiras do Black Sabbath.

“Eu pensei: ‘mas que diabos?'”, riu o guitarrista. “Eu simplesmente não conseguia ver isso acontecendo.”

A decisão de Iommy provavelmente foi a mais acertada. Em junho do ano passado, Baker concedeu uma entrevista à revista Rhythm onde desceu a lenha nas bandas de metal como o próprio Sabbath. Na ocasião o baterista afirmou: “Essa coisa do heavy metal, dar a luz a aquilo.. Nós devíamos ter desistido. Deveríamos ter abortado esse filho. Eu odeio heavy metal.”

Quem substitui Bill Ward no primeiro disco do Sabbath com Ozzy Osbourne nos vocais desde Never Say Die! (1978) é Brad Wilk, do Rage Against The Machine.

13 chega às lojas de todo planeta ainda em junho deste ano.

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