Frank Ocean


Créditos: Getty Images

Frank Ocean, um dos mais aclamados integrantes do coletivo de rappers Odd Future Wolfgang Kill Them All, sugere ser bissexual em seu primeiro álbum solo, afirmou a colunista e apresentadora da rádio inglesa Choice FM, Max.

Em seu blog pessoal, Max revela que ouviu Chanel Orange, o primeiro álbum solo de Frank, e que se surpreendeu com algumas letras no disco, que sucede a mixtape Nostalgia, Ultra, de 2010.

“Frank se abriu em relação à sexualidade no novo trabalho. Acho uma atitude corajosa, e o admiro por ser tão honesto e dividir um aspecto tão pessoal da vida dele”, escreveu a apresentadora.

“Nas músicas Bad Religion, Pink Matter e Forrest Gump, ele canta sobre estar apaixonado e há palavras óbvias como ‘ele’, e não ‘ela'”, descreveu.

Em um longo texto publicado nesta quarta-feira (05) em seu site oficial, Ocean admitiu que seu primeiro amor foi um homem. Segundo o rapper, os dois se conheceram há cerca de quatro anos, mas o sentimento nunca foi correspondido.

“Passamos aquele verão, e o verão depois daquele, juntos todos os dias. Quando percebi que estava apaixonado, foi terrível. Não havia como fugir, como negociar com o sentimento. Não havia escolha. Foi o meu primeiro amor”, revelou.

“Eu contei ao meu amigo como eu me sentia, e chorei enquanto falava. Ele deu uns tapinhas nas minhas costas, e disse palavras amáveis. Ele fez o melhor dele, mas não admitiu sentir o mesmo. Estava tarde e ele iria encontrar a namorada dele. Demorou três anos para ele me contar a verdade sobre o sentimento dele”, relembrou.

Frank não veio ao Brasil com o Odd Future em novembro do ano passado, na primeira apresentação do grupo no Brasil. Na ocasião, ele não deu explicações para a ausência.

Channel Orange tem lançamento confirmado para 17 de julho nos Estados Unidos. Frank recentemente ganhou ainda mais notoriedade por participar da faixa No Church In The Wild, de Jay-Z e Kanye West.


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Rapper do Odd Future flerta com bissexualidade em álbum solo, afirma colunista