O centro de São Paulo serve de palco para o 10o Salão Paulista de Arte Contemporânea, mostra que espalhou 144 trabalhos artísticos por seis pontos da cidade. Em cartaz até 21 de julho, o Salão abriga também a performance inusitada de Leila D e Edgar Cliquet, “Revelando Corpos”, que acontece neste sábado, na Galeria do Rock.

Durante duas horas, os artistas pretendem fazer uma reflexão simbólica do sadomasoquismo, em meio a uma instalação com ares ritualísticos.

Leila D estará nua sobre uma rede suspensa no teto, com cordas, argolas e grilhões pendurados. Edgar, igualmente desnudo, ficará amarrado no chão, com os olhos vendados, dentro de um círculo de água. Entre os corpos, uma cortina de ossos e focos de luz nos dois performáticos.

Oito caixas de som serão espalhadas pelo ambiente, com música ao vivo de tambores e elementos eletrônicos de Wilson Sukorski.

Nos 20 minutos finais, duas outras pessoas vão circular entre o público com uma cesta, convidando a todos a participar da “chuva” de pétalas de rosa. Nos outros 100 minutos, os presentes poderão ver os movimentos lentos dos artistas, que visam usar a pele para trocas de energia dos corpos e objetos externos.

Também na Galeria do Rock, conhecida por suas inúmeras lojas de música, pode ser encontrada a obra do artista plástico Tadeu Jugle, que exibe um trabalho inspirado na cantora Wanderléia.

Outros locais que recebem o 10a Salão Paulista de Arte Contemporânea são o Espaço Cultural BM&F, Complexo Cultural Júlio Prestes, lojas e espaços do Metrô São Bento, Edifício Copan (com maior área expositiva do evento) e Funarte.

A mostra recebeu cerca de 1.300 inscrições do país todo e contou com o júri dos curadores Lisbeth Rebolo e Ivo Zanini, além dos artistas Leda Catunda, Takashi Fukushima e José Roberto Aguilar. Neste ano, o prêmio para os três ganhadores é de 12 mil reais cada.

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