O trio de country pop Dixie Chicks afirmou na segunda-feira que fechou um acordo para dar fim à disputa legal de 11 meses com a gravadora Sony Music, limpando o terreno para o lançamento do novo álbum programado para agosto.

Detalhes do acordo não foram revelados, mas o Los Angeles Times informou que as estrelas assinaram um novo contrato que daria ao grupo um bônus de 20 milhões de dólares.

O acordo pede também que as artistas reembolsem a Sony Music em uma quantia de 15 milhões em custos de marketing antes delas coletarem direitos autorais com as vendas do álbum, disse o Times, citando fontes anônimas. Em troca, a Sony concordou em impulsionar o índice de direitos autorais em 20 por cento das vendas.

Representantes da Sony Music recusaram a comentar o acordo. A Sony e o Dixie Chicks — composto pela vocalista Natalie Maines, a violinista Martie Seidel e a irmã dela, Emily Robison, no banjo — divulgaram um comunicado anunciando a data do lançamento do novo álbum, “Home”, em 27 de agosto.

“Nossa reconciliação com a Sony Music não poderia vir em uma melhor hora” disse o Dixie Chicks na nota.

O trio era um dos muitos nomes de peso a acabar no tribunal por conta de seus contratos com as gravadoras nos últimos anos.

A disputa entre a Sony e o Dixie Chicks começou em julho depois que o advogado do grupo informou à companhia musical da intenção de parar de gravar com o selo.

A Sony então processou o trio alegando quebra de contrato, afirmando que a gravadora perderia pelo menos 100 milhões de dólares se o grupo não fizesse os cinco álbuns estabelecidos na contratação.

Depois de um mês, o Dixie Chicks lançou outro processo, acusando a Sony de não pagar 4 milhões de dólares em direitos autorais dos primeiros dois álbuns lançados pela gravadora, ambos multiplatinados.

Os dois discos, “Wide Open Spaces” (1998) e “Fly” (1999) venderam, juntos, 19 milhões de cópias nos Estados Unidos e renderam um Grammy ao trio.

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