Madonna, Skank e Herbert Vianna

Madonna, Skank e Herbert Vianna

Talvez você não tivesse nascido nesta época, mas pode acreditar na gente, 1985 foi um ano incrível para a música. Ao mesmo tempo em que o Brasil voltava a ser um país democrático, com os militares saindo de cena após anos de chumbo e sangue, o Rock in Rio realizava sua primeira edição, consagrando nomes como Barão Vermelho e Paralamas do Sucesso e abrindo caminho para Titãs, RPM, Legião Urbana, Ultraje a Rigor e outros.

No mundo, enquanto a guerra Irã entre Iraque dizimava milhares de vidas e Ronald Reagan governava os Estados Unidos com punho de ferro, Michael Jackson agitava um dos momentos mais pacifistas e utópicos da história do pop, com We Are The World, single mais vendido do ano.

O ano também foi marcado pela entrada em órbita de outra estrela: Madonna. Com Like a Virgin lançado em novembro de 1984, ela dominou o ano seguinte com a música que dava nome ao disco e outros sucessos como Material Girl, AngelDress You UpOver and Over.

Nós fomos pesquisar o que rolava naquela época e dez anos depois no Brasil e no mundo e descobrimos, por exemplo, que este mês completam-se 30 anos que o  Tears For Fears emplacou o hit Everybody Wants To Rule The World no topo das paradas da Billboard.

Já na década seguinte, quem dominava as paradas em junho de 1995 era Bryan Adams, com Have You Ever Really Loved A Woman?. Madonna continuava reinando, Michael Jackson também, Mariah Carey estava no auge e alguns nomes como TLC e Coolio acabaram caindo no ostracismo.

No Brasil, Fernando Henrique Cardoso iniciava seu primeiro mandato, o É o Tchan mandava amarrar o tchan e virava uma febre, o Skank tocava sem parar, havia ainda um renascimento do rock nacional, com O Rappa, Raimundos e Chico Science & Nação Zumbi. Como dizia Thaíde, “tempo bom que não volta nunca mais”.

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