Com mais de 6,7 milhões de visualizações no YouTube, e presença constante nas redes sociais, Beijinho no Ombro é um fenômeno de “viralização”. A explicação para o sucesso pode estar nas letras miúdas.

Se você reparar bem nos créditos do hit de Valesca Popozuda em rádios virtuais e no aplicativo da funkeira, vai ler o nome da empresa Berger Mobile como selo fonográfico. Além de Valesca, a empresa que distribui conteúdo também cuida da “presença digital” de nomes como Boy do Charmes, MC Bola e Emicida.

Veja Beijinho no Ombro


“Começamos trabalhando com as operadoras de celular e aos pouco fomos incorporando os canais de distribuição internacionais que foram chegando ao Brasil como o iTunes, Deezer, Rdio, Napster e outros, mas o nosso maior resultado ainda vem das operadoras de celular”, afirma ao Virgula Música o gerente de conteúdo Flávio Monteiro.

Ele compara o trabalho da empresa a um “garimpo”. “Prospectamos nossos conteúdos vasculhando redes sociais, sites, rádios e temos olheiros em diversas partes do país que nos antecipam as tendências”, diz. “Fazemos um trabalho que chamamos de ‘presença digital’, um trabalho de inteligência e marketing que visa posicionar melhor o artista nas redes sociais”, detalha.

Além dos já citados, no portifólio de 5.000 fonogramas, segundo o executivo, estão artistas da nova geração do hip hop nacional, como Fabio Brazza e Rashid, forró com Bonde do Brasil e Cavaleiros do Forró e também uma série especial feita com o personagem Xaropinho, do Programa do Ratinho.

Para Monteiro, a venda de música digital é um negócio em expansão. “O brasileiro adora novas tecnologias, adora música e aos poucos vai tomando gosto pelos serviços pagos que apresentam novos formatos de consumo como os canais de streaming, rádios personalizadas e, no celular, o som de chamada”, afirma.

Ele cita também a importância dos vídeos. “Hoje o videoclipe é essencial para a divulgação do artista e está se tornando uma fonte de receita muito interessante”, completa.

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