Web desenterra vídeo racista de Billie Eilish e cantora pede desculpas

Um vídeo gravado por Billie Eilish quando ela tinha 14 anos vêm chamando novamente a atenção na web. Nas imagens, a britânica aparece imitando de maneira pejorativa asiáticos, fazendo um sotaque debochado e os chamando por gírias negativas.

Em seu Instagram, a cantora reagiu ao vídeo gravado há anos atrás, e se desculpou com seus seguidores. Se dizendo envergonhada, Billie diz que as palavras ditas no vídeo foram gravadas em um momento de sua vida em que ela não sabia das problematizações levantadas agora.

Segundo a cantora, este é um assunto sobre o qual ela precisava falar, uma vez que a internet à está acusando de ser uma coisa que ela não é. Leia a mensagem completa abaixo:

“Eu amo vocês, e muitos estão me pedindo para falar dessa situação.
E isso é algo sobre o qual eu quero falar, porque estou sendo rotulada como uma coisa que eu não sou.

Há um vídeo pela internet que foi gravado quando eu tinha 13 ou 14 anos, em que eu disse uma palavra de uma música que, naquela época, não sabia que era depreciativa quando usada para se referir à membros da comunidade asiática.

Eu estou chocada e envergonhada, e eu quero vomitar por ter um dia dito essa palavra.
A música foi o único momento em que eu usei o termo e nunca ninguém da minha família o utilizou também.

Apesar da minha ignorância e idade na época, não há como negar os fatos e minha atitude foi horrível. E por isso, sinto muito.

O outro vídeo que aparece naquela edição é de mim falando bobeiras com uma voz inventada…algo que eu comecei a fazer quando criança e tenho feito a vida toda quando falo com animais, amigos e família.

É besteira e eu estou apenas brincando, não é de nenhuma forma uma imitação de alguém ou de algum idioma, sotaque ou cultura.

Qualquer um que me conhece já me viu brincando com vozes durante a minha vida.
Apesar de como isso foi interpretado, eu não queria que nenhuma das minhas ações tivesse causado dor aos outros, e quebra o meu coração saber que isso está sendo rotulado como algo que causa dor a quem ouça. Eu acredito e sempre tenho usado a minha plataforma para lutar por inclusão, solidariedade, tolerância e equidade.

Nós todos precisamos continuar a ter essas conversas, ouvir e escutar. Eu ouço vocês e eu amo você. Obrigada por tirarem este tempo para ler meu recado.”

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