Como a evolução da medicina pode ajudar no desenvolvimento profissional

Já há tempos, o avanço da tecnologia acontece de forma gigantesca e, praticamente diariamente, em várias áreas do conhecimento humano. Esse desenvolvimento tecnológico é tão grande, que mal conseguimos acompanhar todas as novidades.

E se tem um segmento que a tecnologia colabora mais e mais é na medicina, com equipamentos, métodos e tratamentos que visam o bem maior que é a saúde, o bem-estar e, consequentemente a vida, com a possibilidade de cada vez mais longevidade.

Muitas correntes médicas dão conta de que é preciso cuidar do paciente como um todo, e não apenas resolver problemas pontuais de saúde que surgem de forma isolada. Afinal, se o organismo é um conjunto de órgãos e sistemas, nada melhor que todas as engrenagens funcionem juntas e em harmonia completa.

Justamente com essa filosofia surgiu a chamada saúde de precisão, que leva em conta além da estrutura genética do paciente, a sua rotina diária, individualizada. Afinal, cada ser humano é único e precisa de atendimento personalizado.

A saúde de precisão é um dos pilares defendidos pelo cardiologista e médico do esporte, Dr. Carlos Portela, criador do Instituto Performance e Saúde e que usa o método de forma bastante única e diferenciada. “O nosso projeto de saúde de precisão, surgiu por acreditarmos que na medicina do futuro precisamos olhar o paciente como um todo, uma visão geral do corpo humano”, explica Dr. Portela.

Segundo o especialista, hoje, com toda a tecnologia, é possível analisar o paciente a fundo, inclusive indicar qual é, de fato, a dose ideal (e saudável) de atividade física para cada indivíduo.

“Também conseguimos verificar como está a qualidade de sono da pessoa, os momentos em que ele sente mais fome, se está se alimentando de forma correta ou não. Conseguimos, ainda, dar uma maior precisão em termos de análises de saúde intestinal… Então existe tecnologia para tudo isso”.

“E o médico do futuro, o médico de precisão, consegue olhar todos esses fatores relacionados à saúde e performance. E, assim, pode guiar o paciente de forma mais específica, propondo melhor tratamento, mais efetividade, rapidez e melhores resultados”, detalha o especialista.

Análise individualizada

O cardiologista explica que hoje em dia é muito comum tratamentos protocolados e generalizados para a grande maioria dos problemas de saúde, sem levar em conta os hábitos e a história genética de cada pessoa.

“Por exemplo, em um tratamento para emagrecimento, parece que sempre seguem um padrão: você vai fazer atividade física e recebe uma ficha de treino padrão, uma planilha… Mas o nosso corpo é algo dinâmico. E a planilha é algo estático, a dieta é estática. Então hoje a gente tem tecnologias para avaliar exatamente a ação e o efeito de determinados alimentos em cada paciente. Uma colher de arroz para um, é totalmente diferente de uma colher de arroz para o outro. Assim, as dietas do futuro tendem a sair do papel ou de simples aplicativos e começarão a ser prescritas e orientadas após a análise da resposta de cada alimento no corpo daquela pessoa. E isso a gente consegue fazer dentro do nosso programa de saúde de precisão”, conta o médico.

Ele revela ainda que já há um exame chamado calorimetria, através do qual é possível saber exatamente a quantidade de calorias que cada corpo gasta para funcionar durante vinte quatro horas. Também há o teste cardiometabólico: análise cardíaca, pulmonar e metabólica para saber a zona de frequência cardíaca durante o treinamento em que o corpo queima mais gordura e carboidrato.

A partir dessas análises, é possível indicar a dose de atividade física ideal para cada paciente, de forma totalmente individual e personalizada. “Se eu sei isso de forma precisa, sei quanto posso prescrever em relação à alimentação e exercícios. As pessoas dizem que atividade física é um remédio.  Sendo um remédio, existe uma dose certa, e é essa dose certa que procuramos e, assim, desenvolvemos essa metodologia, em que conseguimos direcionar o paciente através dessas análises, com esses exames específicos. Então isso é precisão”, explica Dr. Portela.

Diferencial importante

Apesar da análise genética do paciente, com históricos familiares e de problemas de saúde, o método usado pelo Dr. Carlos Portela não se prende apenas a isso. E aí é que está o grande diferencial do especialista e sua equipe multidisciplinar.

“Na verdade, a genética é o mínimo que fazemos. Procuramos analisar e tratar mais a rotina e condições de vida individual de cada paciente. Hoje no Brasil quando se coloca no Google “Saúde de Precisão”, aparecem conteúdos só voltados para a parte genética. A minha abordagem é um pouco fora disso e busca olhar o nosso corpo de forma completa. E não só no diagnóstico, mas também no plano terapêutico para cada paciente”, informa o cardiologista.

Em seus atendimentos, o Dr. Portela faz questão de oferecer aos pacientes o trabalho de vários especialistas que vão tratar o corpo de maneira ampla e global. O programa de saúde de precisão conta, então, com Nutricionistas, Médicos, Educadores Físicos, Fisioterapeutas. Esses profissionais, cada um em sua área correlata, fazem as análises. Mas o plano de ação depende da participação de toda essa equipe.

De acordo com o médico, quando você encontra, por exemplo, a dose correta de exercícios físicos para determinado paciente, quem executa isso é um Educador Físico ou Fisioterapeuta.

“Trabalhamos, também, com uma tecnologia chamada eletroestimulação de corpo inteiro, que já existe no mundo todo. Aqui no Brasil demos a dose dessa eletroestimulação e, para cada pessoa, a intensidade é diferente. Então, no projeto da saúde de precisão, monitoramos os treinos, para regular a dose correta dessa eletroestimulação”, pontua Portela.

Como a evolução da medicina pode ajudar no desenvolvimento profissional

Sem mais artigos
Sair da versão mobile