2017 ainda está na metade, mas já mostrou que será um ano glorioso para o entretenimento televisivo americano. A era de ouro da TV parece não estar perto de acabar e aqui fizemos uma pequena seleção de pérolas que este ano já nos proporcionou.

Twin Peaks

Twin Peaks

Divulgação Twin Peaks

A nova temporada de Twin Peaks ainda está na metade (com um episódio novo toda segunda no Netflix) e já é possível decretar que esse foi um dos maiores eventos televisivos do ano. A série está bem distante das duas primeiras temporadas que a consagraram no início dos anos 90. A grande maioria dos personagens são caras novas, a trilha sonora em nada lembra os estalos de dedos e música de elevador da época em que Agent Cooper ainda conversava como uma pessoa normal e sua maior missão era descobrir o assassino de Laura Palmer. David Lynch faz as coisas do jeito que ele quer e a gente não conseguiria imaginar que Twin Peaks em 2017 teria tanto frescor e que o sabor de nostalgia ficaria guardado apenas para uma cena ou outra.

Better Call Saul

Better Call Saul

Divulgação Better Call Saul

A reação da maior parte dos fãs de Breaking Bad quando foi anunciado que a série teria um “spin-off” focado no advogado de Walter White, Saul Goodman, foi a de ficar com o pé atrás. Porém, a intenção de Vince Gilligan e Peter Gould, os criadores de Better Call Saul, certamente foi a de superar Breaking Bad. Não é missão fácil, uma vez que a série sobre o professor de química transformado em chefe do tráfico é considerada uma das melhores de todos os tempos. Um elenco excepcional, no qual se destacam Michael McKean, Chuck, o irmão de Saul, e Rhea Seehorn, que faz Kim, advogada obstinada que divide o protagonismo com o herói do título.

The Keepers

The Keepers

Divulgação The Keepers

Um documentário de sete episódio sobre crimes ocorridos 50 anos atrás enolvendo a igreja católica foi uma das melhores coisas já feitas pela Netflix até hoje. Duas amigas, que hoje são senhorinhas, tentando resolver um crime por meio da internet e por uma rede de vítimas de abusos sexuais cometidos em um colégio de freiras nos anos 60, deram uma nova cara para esse tipo de entretenimento, uma vez que a série não acaba depois dos sete episódios. Novos relatos surgem com a facilidade poroporcionada pelas redes sociais e a esperança de que um dia o mistério de quem matou a irmã Cathy Cesnik será resolvido.

GLOW

GLOW

Divulgação GLOW

A série do verão (americano) da Netflix poderia ser apenas mais uma bobagem, como muitas outras que o serviço de streaming lança diariamente. Porém, GLOW tem potencial para ser uma das melhores comédias dos próximos anos. A premissa é simples. Um diretor meio fracassado junta um grupo de desajustadas sociais para formar o primeiro programa de TV feminino de luta livre. Passada nos anos 80, a série tinha tudo para cair no clichê, especificamente na trilha sonora, mas GLOW passa longe disso. Mesmo com um grande hit em algumas cenas, como “Movin Out”, de Billy Joel, e “Head Over Heels”, do Tears for Fears, a série não é mais uma comédia sem graça parodiando os anos 80.

The Leftovers

The Leftovers

Divulgação The Leftovers

Provavelmente a melhor coisa que vamos ver em muito tempo, The Leftovers mostrou na terceira e brilhante última temporada que era no fundo uma história de amor. Não apenas do amor romântico, mas do amor de cada personagem e suas lutas. The Leftovers foi a junção magnética entre um criador genial (Damon Lindelof, de Lost), direção que sabe onde quer chegar (mais especificamente a de Mimi Leder) e atuações sensacionais, com destaque para os protagonistas Justin Theroux (Kevin) e Carrie Coon (Nora). The Leftovers foi um evento único na TV e a gente ainda provavelmente vai demorar para ver alguma coisa igual.

Bonecos Funko de Twin Peaks

Agent Cooper Funko
Audrey Horne Funko
Laura Palmer Funko
Agent Cooper
Log Lady

 

As melhores séries de televisão de 2017 (até agora)

Sem mais artigos