O Cineclube Buraco do Getúlio é atualmente uma das iniciativas culturais mais representativas da Baixada Fluminense. Com sede em Nova Iguaçu, município distante cerca de 30 quilômetros da capital do Rio de Janeiro, o cineclube existe ininterruptamente há oito anos, promovendo sessões gratuitas sempre aos segundos sábados de cada mês, de fevereiro a dezembro. O espaço é conhecido por exibir curtas-metragens brasileiros produzidos por jovens da região, que antes do nascimento do Buraco do Getúlio não tinha a chance de escoar sua produção audiovisual, como relembra Diego Bion, um de seus fundadores: “Todos tinham 20 e poucos anos e participavam de oficinas e workshops de audiovisual. Hoje a região da Baixada começa a ter festivais e mostras, mas na época não existia nada”.

Mas o cineclube não se limita à exibição de filmes: nos intervalos das exibições, o público pode conferir intervenções realizadas por artistas do lugar: poetas, artistas de circo e grupos musicais, por exemplo, fazem parte da dinâmica que torna o Buraco do Getúlio uma verdadeira vitrine para o que vem sendo produzido em Nova Iguaçu e na Baixada como um todo. Além disso, as apresentações servem para estimular a comunidade no sentido de dar vazão à própria criatividade, tendo em mente que existe um movimento que preza por aglutinar talentos num único espaço.

O Buraco do Getúlio, que deve seu nome a um ex-prefeito de Nova Iguaçu e à passagem subterrânea sob a linha férrea em frente a qual está situado o Ananias Bar, espaço onde rolam as exibições, propicia a seus idealizadores algumas experiências únicas. “Uma delas é perceber que o público não se conforma em ocupar apenas o lugar de público. De alguma forma, nossa atividade vem encorajando as pessoas a tirar suas poesias da gaveta, a articular a formação de novas bandas, a distribuir seus fanzines. É muito bacana ver como as pessoas se apoderam desse espaço de maneira autoral”, afirma Diego.

Apesar da importância que o Buraco do Getúlio tem para a cena cultural independente de Nova Iguaçu e da Baixada como um todo, a iniciativa não conta com nenhum apoio e os organizadores precisam tirar do próprio bolso os custos necessários para cada exibição. Por isso está rolando no site de crowdfunding Catarse um projeto de financiamento coletivo para levantar a verba necessária para custear as exibições do segundo semestre de 2014, e você pode participar. Se atingida a meta de R$ 13.500, a grana vai ser usada para dar melor estrutura às atividades do cineclube. De acordo com Diego Bion, a partir de R$ 10 já é possível ajudar a manter funcionando uma ideia que explicita todo o talento, diversidade cultural e senso de coletividade do povo fluminense. “Iremos investir em qualidade técnica e na valorização dos artistas, garantindo, por exemplo, o pagamento de cachês simbólicos e o transporte de quem realiza as intervenções. Queremos contribuir para a construção de um novo imaginário para a região da Baixada. Nos ajudando, o internauta valoriza o que rola de bom na periferia do Rio”, garante.

Para participar, basta clicar aqui e fazer sua doação. Já para conhecer mais sobre o Buraco do Getúlio você pode acessar a fan page do cineclube no Facebook e o perfil no Instagram.

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