A Cinemateca Brasileira, em São Paulo, prepara uma homenagem a Eduardo Coutinho, cineasta morto nesse domingo (2). A retrospectiva de filmes acontecerá em março e terá curadoria de Ismail Xavier. A programação ainda não está fechada, mas deve incluir pelos principais filmes do documentarista, como Cabra Marcado Pra Morrer – restaurado pela Cinemateca em 2009 -, Jogo de Cena e Peões.

Além disso, o escritor Nelson Pereira dos Santos sugeriu à Academia Brasileira de Letras que faça uma homenagem ao diretor.

Tragédia

Eduardo Coutinho foi assassinado neste domingo a facadas em sua residência no bairro da Lagoa, no Rio de Janeiro. Segundo a polícia o autor do crime é o filho do diretor, Daniel Coutinho, que sofreria de esquizofrenia. Daniel foi encontrado ferido com duas facadas no abdômen e a mulher do cineasta e mãe de Daniel, Maria das Dores de Oliveira Coutinho, levou duas facadas no tórax e três no abdômen, sendo que uma delas provocou lesões no fígado.

O filho do cineasta, segundo a Divisão de Homicídios, responsável pelo caso, golpeou os pais e depois tentou se matar. O quadro de saúde de Daniel, que está sob custódia na enfermaria do Hospital Municipal Miguel Couto, é estável, mas Maria das Dores se encontra em estado grave após passar por uma cirurgia delicada.

Coutinho é autor de documentários como Edifício Master, Cabra Marcado para Morrer, Babilônia 2000 e Jogo de Cena. O cineasta foi convidado em junho do ano passado a integrar a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos.

De acordo com colegas e amigos do diretor, como os diretores Cacá Diegues e José Padilha, Coutinho criou uma nova linguagem para os documentários. O cineasta tem entre seus prêmios um Kikito de Cristal, concedido em 2007 pelo Festival de Cinema de Gramado, o principal do país, pelo conjunto de sua obra.

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