Na data de 17 de maio, celebra-se o Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia. E na última quinta (15), três novos filmes brasileiros entraram em circuito: Praia do Futuro, de Karim Ainouz; Gata Velha Ainda Mia, de Rafael Primot; e Do Lado de Fora, de Alexandre Carvalho. O que os filmes têm a ver com a data? Muita coisa, já que todos trazem personagens ligados ao universo gay.

Em Praia do Futuro, Wagner Moura encarna um salva-vidas que vive um romance com um alemão, em trama que se passa no eixo Fortaleza-Berlim.

Em Gata Velha Ainda Mia, Regina Duarte é uma escritora reclusa e misteriosa que aceita dar uma entrevista para a repórter vivida por Barbara Paz – a partir daí, um estranho e sinistro relacionamento começa.

Em Do Lado de Fora, um grupo de personagens faz um pacto para que todos “saiam do armário” e assumam suas sexualidades.

Os três lançamentos ocorrem na esteira do sucesso de Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro, que levou dois prêmios no último Festival de Berlim, e que atualmente faz carreira nos cinemas do país.

E antes dele, ocorreu ainda o sucesso de Tatuagem, de Hilton Lacerda, premiado no Festival de Gramado em 2013 e aclamado em festivais e mostras.

Pelo visto, parece que finalmente o cinema brasileiro chutou as últimas portas para que a questão LGBT exista no centro de longas-metragens de ficção. A profusão de filmes e personagens gays na nova produção é intensa e promete continuar cada vez mais ampla e forte.

Mas nem sempre foi assim. Para atingir o momento atual, foram necessárias décadas de tentativas por parte de cineastas e roteiristas, em filmes onde os gays surgiam como personagens marginais ou fora do “sistema”. Ao longo dos anos – e dos filmes -, tais personagens foram evoluindo até chegarem no estágio atual. Confira na galeria.

Sem mais artigos