Os únicos prêmios Oscar que o ator e diretor Charles Chaplin recebeu em sua vida foram uma estatueta honorária por seu “valor incalculável, que fez com que o cinema se tornasse a arte do século 20”, e outra pela trilha sonora de Luzes da Cidade (nunca de filme ou diretor). Ainda assim, seu personagem Carlitos é, até hoje, um dos maiores ícones da sétima arte. Tobias, um artista de Los Angeles vindo do circo, utiliza todos os anos, há 15 anos, o prestígio do artista para ganhar uma grana na época do Oscar.

Durante toda a semana que antecede a premiação, uma porrada de fãs e curiosos passa pelo Hollywood Highland Center, shopping em que está localizado o Dolby Theater, com o objetivo de ver os preparativos em torno do tapete vermelho.

Os performers locais aproveitam a ocasião para fazer um pé de meia. Neste ano, na esquina do metrô, havia dois homens com fantasias (que não passariam nas eliminatórias de um concurso de cosplay) do Homem-Aranha e do Patriota de Ferro. Eles tiravam fotos com os transeuntes e cobravam por isso. “Cara, são US$ 10 (equivalente a R$ 23)”, esbravejava o Homem-Aranha, a um turista que havia lhe dado um valor inferior.

Tobias pede US$ 20 (R$ 46) para que as pessoas tirem fotos ao lado dele. No entanto, nem sempre recebe pelo serviço. “Eu fico furioso quando as pessoas vêm tirar fotos, dizem que vão me dar gorjeta e acabam não pagando”, disse, ao Virgula Top of the Pops.

E por que Charles Chaplin? “Eu sempre gostei dele como ator e músico. Sou um performer de circo e, como sou palhaço, consegui fazer a transição para o personagem com facilidade”, explicou.

“Muita pessoas ficam impressionadas. Algumas já acharam que eu era uma estátua de cera. Na época do Oscar, circula muita gente pela região. O barato de vir aqui na época do Oscar é conhecer gente de todas as partes do mundo”.

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