Yorimatã, doc sobre dupla Luhli e Lucina

Cenas do documentário Yorimatã, de Rafael Saar, sobre a dupla de compositoras Luhli e Lucina
Cenas do documentário Yorimatã, de Rafael Saar, sobre a dupla de compositoras Luhli e Lucina
Créditos: Divulgação

Um dos destaques da 38ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo é o documentário brasileiro Yorimatã, de Rafael Saar. O filme resgata a história da dupla de cantoras e compositoras Luhli e Lucina, que criaram cerca de 800 composições e foram gravadas por ícones da MPB como Ney Matogrosso, Nana Caymmi, Tetê Espíndola e Frenéticas.

O filme, porém, não se limita ao universo musical da dupla. Vai além, mostrando que a produção musical dessas duas mulheres sempre teve tudo a ver com a vida alternativa que levavam.

Em plenos anos 70, na ressaca do movimento hippie, Luhli e Lucina moravam em comunidade e viviam um casamento a três, com o fotógrafo Luiz Fernando Borges da Fonseca.

Fonseca registrava em Super-8 o cotidiano do trio, e parte desse material histórico está no filme, além de registros de shows da dupla e imagem atuais.

Yorimatã é o primeiro longa do diretor Rafael Saar, que tem ligação direta com símbolos da MPB: ele dirigiu o curta Depois de Tudo (2008), estrelado por Ney Matogrosso, e foi assistente de direção em Olho Nu, doc de Joel Pizzini sobre Ney. Atualmente Saar prepara uma cinebiografia de Baby do Brasil.

Yorimatã passa na Mostra em 18/10 às 21h e 21/10 às 15h no Espaço Itaú Frei Caneca, e em 22/10 às 21h10 no MIS. Assista ao teaser:


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Documentário Yorimatã resgata dupla Luhli e Lucina, o sonho hippie e casamento a três