Fernanda Torres chegou aos 50 anos.

A atriz nascida em 15 de setembro de 1965 completa meio século de vida, e esse novo ciclo é comemorado com a exibição, nesta terça-feira, do último episódio da sitcom Tapas & Beijos, que ela protagoniza ao lado de Andrea Beltrão.

A série é calcada no humor, e o humor tornou-se a marca registrada de Fernanda Torres. Desde os anos 90, com a série A Comédia da Vida Privada (onde atuou em vários episódios), Fernanda vem desenvolvendo sua veia cômica.

Mas o grande clímax da atriz no gênero foi outra sitcom, Os Normais, onde ela viveu a inesquecível neurótica Vani. A partir dali, a atriz passou a ser reconhecida como uma das maiores comediantes do Brasil. Mas muito antes disso, Fernanda Torres era uma atriz famosa por papéis densos, sérios e dramáticos.

É verdade. Toda a fase inicial de sua carreira foi marcada por personagens pesados, “cabeções” e até melodramáticos.

Isso já era visto em seu 1º papel na vida: o caso especial da Globo Queridos Fantásticos Sábados (1978), onde aos 13 anos Fernandinha vivia uma garota sorumbática e sempre em crise. Olha a pinta da menina:

Outra personagem que vivia em crise e adorava uma DR era a protagonista do filme Eu Sei que Vou Te Amar (1985).

Você não conhece esse lado da atriz? Então entre na galeria a seguir e relembre os papéis mais estranhos, bizarros, sérios e “dramaticões da boate” de Fernandinha!

Os personagens mais bizarros de Fernanda Torres

Fernanda Torres nasceu em 15 de setembro de 1965, filha dos atores Fernanda Montenegro e Fernando Torres | Créditos: Divulgação
Seu 1º filme foi Inocência (1983), baseado no romance de Visconde de Taunay. Uma adaptação classuda, à moda (bem) antiga | Créditos: Divulgação
Aos 18, Fernandinha vivia a donzela romântica que se apaixonava pelo médico galã (Edson Celulari). Hoje é impossível imaginar Fernanda nesse tipo de personagem caretão | Créditos: Divulgação
No mesmo ano, a novela Eu Prometo trazia Fernanda como uma das filhas de Francisco Cuoco (as outras eram Malu Mader e Julia Lemmertz) | Créditos: Divulgação
Fernandinha era Daisy, a filha mais amalucada da família. Até que essa personagem pode ser considerada uma prévia das futuras doidas que ela faria anos depois | Créditos: Divulgação
Escolhida para ser a protagonista do remake Selva de Pedra (1986), Fernanda foi preparada pela Globo para ser "a nova Regina Duarte" | Créditos: Divulgação
Não deu certo. O par romântico com Tony Ramos era totalmente sem química, e a própria Fernanda depois revelou que não gostou de fazer a novela - porque não tinha talento para ser "heroína de novela das oito, e isso é um talento", comentou | Créditos: Divulgação
Além disso, o visual da personagem na segunda fase da trama era bizarro: lentes de contato azuis, que deixavam a atriz com um look vampira | Créditos: Divulgação
A novela era um dramalhão folhetinesco, e Fernandinha tinha que chorar muito em cena (mas não conseguia, de tanta raiva!) | Créditos: Divulgação
Em 1985, ela havia estrelado o filme Eu Sei Que Vou Te Amar, de Arnaldo Jabor | Créditos: Divulgação
O filme era uma DR em longa-metragem entre o ex-casal (em cena) Fernanda e Thales Pan Chacon | Créditos: Divulgação
Cabeçudérrimo e existencialista pós-moderno, o filme era a cara dos anos 80, e Fernanda ostentava um visual pós-punk-new wave | Créditos: Divulgação
Até as cenas de sexo do filme eram gélidas e filosóficas... | Créditos: Divulgação
Mas foi esse papel denso que deu a Fernanda o Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes em 1986 | Créditos: Divulgação
O filme seguinte foi o dramalhão baseado em fatos reais Com Licença Eu Vou à Luta (1986). Fernanda vivia Eliane Maciel, a adolescente que foge da casa dos pais tiranos e carrascos para viver com um homem mais velho | Créditos: Divulgação
A atriz também esboçou uma carreira internacional: no telefilme americano A Guerra de um Homem (1991), ela contracenou com Anthony Hopkins | Créditos: Divulgação
No teatro, Fernanda também privilegiava o drama: Orlando (1990) com direção de Bia Lessa, era baseado no romance mega dark escrito por ninguém menos que Virginia Wolf! | Créditos: Divulgação
Aí Fernanda se casou com o encenador Gerald Thomas e estrelou montagens do excêntrico diretor, como Império das Meias Verdades (1991) | Créditos: Divulgação
Ou então The Flash and Crash Days (1993), onde Thomas dirigia a esposa e a sogra | Créditos: Divulgação
Fernanda Torres e Fernanda Montenegro contracenavam no teatro nesta montagem pra lá de esquisita, que marcou época nos palcos brasileiros | Créditos: Divulgação
Fernandinha e Fernandona em cena da peça | Créditos: Divulgação
Voltando ao cinema, Fernanda Torres estrelou obras fortes nos 90. Terra Estrangeira (1996), de Walter Salles Jr., era um trágico retrato do exílio Brasil-Portugal | Créditos: Divulgação
O Primeiro Dia (1998), de Salles e Daniela Thomas, também carregava no clima | Créditos: Divulgação
E o que dizer do mórbido filme de terror Gêmeas (1999)? | Créditos: Divulgação
Fernanda estrelou em papel duplo, vivendo as sinistras irmãs idênticas que disputam o mesmo homem | Créditos: Divulgação
Por fim, no drama político O Que É Isso Companheiro (1997), Fernanda viveu uma tensa guerrilheira que participa do sequestro de um embaixador americano em plena ditadura militar | Créditos: Divulgação
O século XXI veria o surgimento de uma nova Fernanda Torres: com a série Os Normais (onde contracenava com Luiz Fernando Guimarães), que estreou em 2001, a atriz revelou (para quem ainda não sabia) sua excelente veia cômica. Mesmo que ela ainda faça papéis dramáticos, seu lado humorístico jamais será esquecido... | Créditos: Divulgação

Fernandinha vira Fernandona: Nos 50 anos de Fernanda Torres, relembre os papéis mais estranhos da atriz

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