Lívian Aragão, filha do humorista Renato Aragão, não é uma novata no cinema tampouco na TV. Ao lado do pai, a adolescente de 13 anos participou de seis filmes e fez outros tantos programas na televisão. No entanto, se até o momento ela ficava sob as asas do pai, a atriz se prepara para seu primeiro grande voo solo. Lívian começa a gravar, nas próximas semanas, a novela O Caribe É Aqui (Globo), e espera, ansiosa, conquistar o respeito do público por conta própria.

No folhetim das seis, assinado por Walther Negrão, Lívian viverá Marizé, uma humilde filha de pescadores. “Além de eu fazer algo que nunca fiz antes, eu vou, profissionalmente, me desgrudar do meu pai. Vai ser legal as pessoas me conhecerem pelo meu próprio nome”, disse, em entrevista ao Virgula Diversão.

Lívian disse, ainda, que sua grande inspiração nas artes dramáticas é a polivalente atriz norte-americana Anne Hathaway (Os Miseráveis). “Quero chegar onde ela chegou, mas é claro que isso será com o tempo”, afirmou.

Confira, a seguir, o bate-papo com Lívian Aragão, em que ela falou sobre carreira, novelas e seu relacionamento com o pai.

Você já fez filmes e programas de TV ao lado do seu pai. Como é dar esse grande passo sozinha, atuando pela primeira vez em uma novela?
É meio estranho. Mas não é um estranho ruim, é um estranho bom. Você não sabe quando vai gravar, então fica na ansiedade de começar logo. Estou super empolgada.

Você já conversou com seus colegas de elenco? Com quem vai dividir mais cenas?
Nós já fizemos uma reunião e nos encontramos. Eu já conhecia algumas pessoas do elenco, por causa do meu pai, então ficou bem mais legal. Vou ter dois irmãos, e o mais velho é o Raphael Viana. Os meus pais vão ser o Luis Carlos Vasconcelos, e a minha mãe vai ser a Cyria Coentro. Fiz uma amizade bem bacana com a Cyria, e acho que vai dar tudo certo.

O que você pode adiantar da sua personagem, a Marizé?
Eu posso falar muito pouco. Ela é uma menina de 14 anos, filha de pescadores. E ela é muito grudada com o pai dela. O irmão mais velho pega muito no pé dela.

Como você se preparou para viver essa personagem?
Eu já vinha fazendo laboratórios. Fui para Fortaleza, visitei uma vila de pescadores, aprendi como eles pescam e vi os barcos deles. Recentemente, eu venho estudando os textos da minha personagem.

Você fez teste para o papel, como qualquer outra atriz?
Eu fiz testes, mas para uma outra novela. Daí, fui para Nova York fazer um curso de atuação e, quando voltei, o Jayme Monjardim [diretor de O Caribe É Aqui] veio com a proposta de eu fazer essa personagem. Ele e o Walter Negrão tinham pensado em dar esse papel para mim e, por isso, fiquei super feliz.

Você sente uma pressão extra por ser filha de um artista renomado?
Muita gente me vê como a filha do Renato Aragão. Um dos pontos positivos de estar nessa novela é que, além de eu fazer algo que nunca fiz antes, vou me desgrudar profissionalmente do meu pai. Vai ser legal as pessoas me conhecerem pelo meu próprio nome. Sei que muita gente acha que estou na novela só por ser filha dele e né-né-né. Vou tentar provar a essas pessoas que estou lá pelo talento, por gostar de fazer o que faço.

Na escola, você é tratada de forma diferente por ser filha do Renato Aragão?
Eles me entendem bastante na minha escola, porque ela é muito ligada ao teatro e às artes. Nunca teve essa coisa de eu ser diferente. Todos sempre foram muito legais comigo.

Você acha que, de alguma forma, puxou a veia cômica do seu pai?
Eu gosto muito do que ele faz. E gosto muito, muito, muito de comédia. Mas eu acho que a pessoa tem de nascer com o dom para isso. Meu pai nasceu com o talento, mas eu acho que não puxei isso dele, não (risos).

Seu pai teve você com 55 anos. Sentiu essa grande diferença de idade na sua criação?
Ele é um pai muito experiente e, por isso, sabe cuidar dos filhos. Isso acaba sendo uma vantagem. Acho que a idade não tem muito a ver, não.

Você nasceu alguns anos depois do fim dos Trapalhões. O que eles representam para você?
Da primeira vez que eu vi Os Trapalhões, eu não conseguia parar de rir. Eu tive um ataque de risos e até hoje continuo assistindo. É hilário. É muito bom ver o por que de tanta gente gostar do meu pai. As pessoas sempre vinham comentar comigo que adoravam Os Trapalhões, e eu ficava curiosa para saber como era o programa. Quando comecei a assistir, amei. Sempre falo sobre isso com o meu pai.

De qual dos Trapalhões você gosta mais?
Eu gosto mesmo é dos quatro juntos. Eles são bons em conjunto.

Quando você soube que seria atriz?
Eu sempre soube, desde bebezinha. Com sete anos, eu falei para o meu pai que queria fazer um filme inteiro, do começo ao fim. Foi quando comecei a me interessar e me aprofundar mais na atuação.

Quais são seus objetivos de carreira e quem são seus ídolos?
Eu me inspiro muito na Anne Hathaway. Ela é uma ótima atriz e gosto muito de tudo o que faz. Quero chegar onde ela chegou, mas é claro que isso será com o tempo. Por ora, eu quero fazer a Marizé e encantar os telespectadores. Acho que as pessoas vão gostar muito dela; ela é muito fofa.

Quais tipos de papéis você gostaria de fazer futuramente?
Eu não sei. Por enquanto, não estou pensando em papéis futuros. Eu estou me dedicando totalmente à Marizé, porque é o papel que vai mudar a minha vida. Vou fazer o que posso para fazer com que as pessoas gostem dela.

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