Shia LaBeouf tem sido, definitivamente, uma pessoa excêntrica. É o cara que sai em tapetes vermelho com saco na cabeça, é o cara processado por plágio pelo quadrinista Daniel Clowes e é o cara que cria uma instalação bizarra chamada #IAMSORRY (desculpe) para chamar atenção. Em artigo escrito para o jornal The New York Times, seu colega James Franco tentou explicar o comportamento bizarro.

“Esse comportamento poderia ser um sinal de muitas coisas, desde um colapso nervoso a uma simples imprudência juvenil. Para o bem de LaBeouf, espero que não seja nada sério. Na verdade, eu espero (e, sim, eu sei que essa ideia possui tons pretensiosos ou simplesmente ridículos) que suas ações pretendam fazer parte de uma arte performática, em que um homem jovem em uma profissão bastante pública tenta reinvindicar sua persona pública”, escreveu Franco.

“Atores têm se virado contra sua profissão e das garras de sua imagem pública desde, ao menos, Marlon Brando. A performance de Marlon Brando revolucionou a atuação americana porque ele não parecia estar atuando, no sentido de que ele não estava vestindo algo tanto quanto ele estava sendo. Fora das telas, ele desafiou o sistema de estúdios de controle sobre sua imagem, permitindo que seu peso flutuasse”, acrescentou.

“Foram atos de rebeldia contra a indústria que praticamente força um ator a se identificar com sua persona ao mesmo tempo em que tira isso dele”.

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