Deborah Secco foi condenada pela Justiça e terá de devolver R$ 158 mil aos cofres públicos por desvio de dinheiro público. A denúncia de “enriquecimento ilícito e improbidade administrativa” como consta no Diário Oficial publicado nesta segunda (4), é de 2010 e envolve o pai, a mãe, os irmãos da atriz e a empresa Luz Produções Artísticas LTDA, que pertence a Deborah. A decisão do dia 24 foi anunciada pelo juiz Alexandre de Carvalho Mesquita, da 3ª Vara de Fazenda Pública.

As investigações, que tiveram início com uma representação do Sindicato dos Enfermeiros, comprovaram um esquema de fraude em que sete órgãos do governo contratavam profissionais pela Fesp, Fundação Escola do Serviço Público, que, por sua vez, subcontratava quatro ONGs – representadas pelo pai de Deborah, Ricardo Tindó Ribeiro Secco.

“Ela está em São Paulo, já recebeu a notícia mas está rodando um filme. Ela está de consciência limpa”, declarou por e-mail a empresária e assessora de Deborah, Piny Montoro. Por telefone, o advogado da atriz, Mauro Roberto Gomes de Mattos, comentou a condenação.

“Não tem nada a ver. Improbidade é elemento subjetivo de conduta. Não tem conduta da Deborah com agentes públicos. Só o pai dela que tinha ligação com as ONGs”, defende.

Mauro confirmou que Deborah recebeu, em sua conta bancária pessoal, cheques em nome da ONG, mas que eram uma “mesada” do pai. De acordo com o jornal Extra, os cheques teriam valores de R$ 77 e R$ 81 mil reais. Ainda de acordo com o jornal, sua mãe, Silvia, e seus irmãos, Bárbara e Ricardo, teriam recebido R$ 453 mil. Já na conta da Luz Produções foram mais de R$ 163 mil.

“Vou pedir um agravo de instrumento para bloquear a ação e, caso não consiga, vamos recorrer”, afirma o advogado. A partir desta terça-feira (5), a Justiça dá 15 dias para que seja feito o recurso.

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