Lupita Nyong’o trabalhou lado a lado com Chadwick Boseman ao interpretar Nakia em “Pantera Negra”. O ator, que faleceu no dia 28 de Agosto em decorrência de um câncer de cólon, ganhou um emocionante tributo da amiga nesta terça-feira (8).

Ela lembrou de Chadwick como uma pessoa com “energia imortal”: “parecem que sempre existiram, que estão sempre onde precisam estar – aqui! Que parecem nunca envelhecer… Chadwick era uma dessas pessoas”.

“Escrevo essas palavras de um lugar desesperançoso, para honrar um homem que tinha uma grande esperança. Tenho dificuldade em pensar e falar sobre meu amigo, Chadwick Boseman, no passado. Não faz sentido. A notícia de seu falecimento é um soco no meu estômago todas as manhãs”, descreveu a vencedora do Oscar.

Em sua nota, Lupita ressalta que ainda não conseguiu “absorver” o falecimento do amigo.

Para homenagear o ator, escolheu então compartilhar como era dividir o set de filmagem com ele.

“Chadwick era um homem que aproveitava seu tempo, e de alguma forma conseguia reservar um momento para si. Não o conhecia há muito tempo, mas ele teve um profundo impacto em mim no tempo que tivemos juntos. Quando filmamos ‘Pantera Negra’, lembro de ter ficado impactada com sua presença quieta e poderosa”, contou, descrevendo-o como alguém que “operava em outra frequência”.

A impressão que Chadwick passava, segundo Lupita, é que ele vivia o presente, mas também estava completamente ciente do futuro distante. “Como resultado, percebi que Chadwick nunca parecia apressado! Ele comandava seu tempo com facilidade’.

A atriz relatou que ele “comparecia a todos ensaios e treinamentos e dias de filmagem pronto para o jogo”, o retratou como um profissional ágil, “que elevou o nível ao trabalhar com um espírito generoso”, criando um ambiente sem disputa de egos.

“Suas mãos grandes repousavam nos meus ombros e davam um aperto, aliviando a tensão que eu nem sabia que estava ali. As mãos de Chadwick eram fortes o bastante para carregarem o peso do filme e livres o bastante para agarrarem as minhas quando eu precisava”, lembrou.

Lupita ainda completou que ele era “impecável com suas palavras” e nunca o escutou reclamando, mesmo que houvesse motivo. “Ele usava sua boca para construir, edificar, nunca destruir. E usava para contar algumas piadas ruins de pai”, chegou a brincar.

Para ela, o amigo se amava e era verdadeiro com o que sentia, “mesmo que isso significasse que ele não iria sorrir quando você achava que ele deveria”.

Chadwick foi diagnosticado com câncer de cólon em 2016. Sua família confirmou, em nota, que ele realizou cirurgias e sessões de quimioterapia enquanto filmava.

A atriz escreveu em seu tributo que o artista usou o corpo de todas as formas possíveis. Era ele quem fazia as próprias cenas de ação, dominava as artes marciais e também gostava de dançar.

“Ele amava, honrava e respeitava aquele corpo, aproveitando-o mais do que a maioria [das pessoas]. Ao fazer isso, arriscou viver, viver de verdade. Então parece que a vida desistiu de Chadwick muito antes de Chadwick desistir da vida”.

A presença dele inspirou Lupita a ser menos “mesquinha” e ter mais propósitos. Em sua visão, ele conseguia passar suas opiniões sem impô-las a ninguém, “fazia questão que sua vida significasse algo”.

“Ele se importava tanto com a humanidade, pessoas negras, com sua gente. Ele ativava nosso orgulho. Ao perseverar e trabalhar com um propósito tão nobre nos filmes que se comprometia, Chadwick fez do infinito seu lar”.

No final, Lupita afirmou que seu “poder continua vivo” e impactará as próximas gerações.

“A morte de Chadwick é algo que não posso absorver ou entender agora. Talvez com o tempo… Vou respeitar o meu tempo… E em sua homenagem, prometo não desperdiçar o meu tempo. Espero que façam o mesmo”.

Para completar, citou uma frase dita pela esposa de Chadwick, Taylor Simone Ledward: “vá no seu tempo, mas não desperdice o seu tempo”.

 

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