Marco Nanini

TV Globo/Divulgação Marco Nanini

Marco Nanini viveu praticamente a vida toda nos palcos. Prestes a completar 69 anos e com mais de 50 de carreira, o ator de Caramuru (2001), Carlota Joaquina (1995), Lisbela e o Prisioneiro (2003) e A Grande Família (2001 – 2014), entre tantos outros papéis, é um dos mais célebres do elenco global.

Em entrevista à Vogue para divulgar Ubu Rei, de Alfred Jarry, em cartaz a partir deste mês no Teatro Oi Casa Grande, no Rio, o ator falou sobre a relação da vida pessoal com a carreira, a aversão ao glamour da profissão e a homossexualidade, a qual passou a tornar pública há pouco mais de cinco anos.

Nanini começou cedo na carreira, tendo atuado sob a direção de diversos nomes quando ainda jovem, como Bibi Ferreira, Sérgio Britto, Aderbal Freire-Filho, Flávio Rangel, entre tantos outros. Um dos seus grandes primeiros sucessos foi O Mistério de Irma Vap, protagonizado junto de Ney Latorraca, em 1986, com direção de Marília Pêra. Foram 11 anos em cartaz.

A época é a mesma em que conheceu Fernando Libonati, seu sócio, assessor pessoal e namorado. “Ele foi meu namorado por muitos anos. E não deixa de ainda ser. Estamos juntos esse tempo todo, só não tem mais sexo. Sexo é uma coisa muito estranha: vem e vai embora e você nem sabe por que. Então, não somos um casal nos termos tradicionais. Ele passou a ser meu parente: irmão, pai, mãe, meu marido, minha mulher, não sei”, disse ele durante a entrevista.

Marco Nanini e o elenco de 'A Grande Família'

TV Globo/Divulgação Marco Nanini e o elenco de ‘A Grande Família’

A ideia de contratar Fernando, porém, partiu da falta de prática em cuidar de assuntos mais burocráticos. “Sempre quis produzir as minhas peças, mas sozinho não consigo fazer conta, mexer com dinheiro, sou um desastre”, afirmou.

Em 2011, quando resolveu se assumir gay, Marco agiu com o incentivo do apoio ao combate aos diversos tipos de preconceitos enraizados na sociedade. “Tinha ficado impossível me queixar da violência contra os pobres e da violência causada pelo racismo e pela homofobia sem me posicionar, fingindo que não era comigo”, contou.

Essa faceta se relaciona com uma outra característica do astro: a humildade. Nanini está longe de ser daquelas figuras públicas que usa e abusa do glamour e dos bônus e ônus que a fama traz. “Tudo isso é muito fugaz. O glamour da minha profissão não me interessa. Esse canto da sereia não me pegou”, garantiu ele, que não tem redes sociais e raramente aparece em eventos badalados.

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