Meryl Streep está cada vez mais empenhada em aumentar a visibilidade feminina na TV e no cinema. Depois do Oscar 2015 (quando a atriz apoiou energicamente o discurso de Patricia Arquette reivindicando mais espaço para as mulheres em Hollywood), o próximo passo é o lançamento de um curso para elas.

Em uma parceria do New York Women in Film & Television e do Iris Film Collective, foram selecionadas 12 roteiristas para o 1º ano do Meryl Streep’s Writers Lab (Laboratório de Escritores).

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Segundo o site da revista Variety, o laboratório foi idealizado por Meryl, e o objetivo é apoiar o desenvolvimento de roteiros escritos por mulheres acima dos 40 anos. Foram 3.500 inscrições, e entre as 12 selecionadas, não há nenhum nome conhecido (ainda).

O laboratório acontece entre 18 e 20 de setembro, no Wiawaka Center de Nova York. O Iris Film Collective é um coletivo de mulheres cineastas que promove a voz feminina em narrativas de ficção.

Neste ano de estreia, entre as professoras que orientarão as escolhidas durante o laboratório estão nomes como Kirsten Smith (ela é a roteirista de Legalmente Loira e Dez Coisas que eu Odeio em Você).

Arrasa, Meryl!

Todas as 19 indicações de Meryl Streep ao Oscar

No Oscar 79, Meryl concorreu pela primeira vez, como Atriz Coadjuvante, pelo épico de guerra dirigido por Michael Cimino. Era seu segundo filme, e a atriz tinha 29 anos de idade
No ano seguinte, o primeiro Oscar: Melhor Atriz Coadjuvante pelo papel da esposa que abandona o marido e depois retorna disputando a guarda do filho do casal, que ela deixara com ele
No Oscar 82 Meryl teve sua primeira indicação como Melhor Atriz, mas não levou
No ano seguinte, levou: no papel da mãe obrigada por nazistas a escolher qual de seus dois filhos vai morrer, Meryl mostrou definitivamente que viera para ficar
No ano seguinte, nova indicação, por viver a história real de Karen Silkwood, operária que denuncia abusos nucleares na usina em que trabalha, e termina morta num misterioso acidente de carro - um atentado?
No Oscar 86, Meryl concorreu no papel da baronesa fazendeira, no filme que concorreu a 11 Oscars e levou 7 - mas Meryl não levou
No Oscar 88, Meryl concorreu, dirigida por Hector Babenco, como a decadente e alcoólatra cantora e pianista Helen. Meryl perdeu para Cher, que venceu por Feitiço da Lua, e com quem havia contracenado em Silkwood
Oscar 89: a atriz viveu a história real de uma mulher acusada de matar o filho, desaparecido num acampamento
Meryl interpretou a história de Carrie Fisher (a Princesa Léia de Star Wars), seus problemas com drogas, romances e brigas com a mãe Debbie Reynolds (vivida por Shirley McLaine), em filme baseado no livro de Carrie
Depois de 4 anos sem ser indicada (foi o maior período que Meryl passou longe do Oscar), a atriz voltou a ser nomeada, pelo
Em 99, foi novamente indicada, desta vez vivendo a mulher que vai lentamente morrendo de câncer
Em 2000, nova indicação, vivendo a violinista que lidera um grupo de alunos de uma escola
23 anos depois de Kramer vs. Kramer, Meryl voltou a ser indicada como coadjuvante, por esta comédia de Spike Jonze
Uma das melhores atuações da atriz: a terrível Miranda Priestley, a implacável editora de modas inspirada em Anna Wintour da revista Vogue
No Oscar 2009, Meryl concorreu vivendo a religiosa diretora de um colégio que inicia uma perseguição a um padre, a quem acusa de pedofilia
Vivendo a cozinheira Julia Child, no filme baseado em fatos reais, Meryl teve mais uma indicação
29 anos depois de A Escolha de Sofia, Meryl levou seu segundo Oscar de Melhor Atriz, vivendo a ex-primeira ministra da Inglaterra, Margaret Tatcher
No Oscar 2014, mais uma indicação, pelo pesado drama familiar
E agora, no Oscar 2015, Meryl concorre pela 19ª vez, sendo sua 4ª indicação como Atriz Coadjuvante. Deve perder para Patricia Arquette por Boyhood, a grande favorita da categoria

Meryl Streep lança laboratório de roteiros para mulheres acima dos 40 anos

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