Hoje é Dia das Crianças. E para quem já passou para o outro lado (o mundo adulto!…brrr…), uma diversão nostálgica e deliciosa é relembrar os (chuif!) bons tempos que não voltam mais…

Então já que é para lembrar, vamos aos fatos: as gerações que cresceram nas décadas de 70, 80 e 90 tiveram como companheira, além dos amiguinhos da rua, do prédio e da escola, uma grande amiga: a televisão.

A famosa “babá eletrônica” ajudou a criar gerações de crianças que se divertiam com os programas dedicados a elas. A TV Globo e a TV Cultura, por exemplo, produziram muita coisa memorável no ramo, relembre, começando com a Globo:

Programas Infantis da TV Globo - 1965 / 2015

O infantil estreou no dia da inauguração da Globo, em 26 de abril de 1965
Apresentado pela professora Fernanda Barbosa Teixeira, a Tia Fernanda, era basicamente como uma escola, com sala de aula e tudo
Tia Fernanda e os alunos estudavam, aprendiam, brincavam e rezavam ( !!! ). O programa foi ao ar até o final de 1968
Também estreou na inauguração da Globo, em 26 de abril de 65. Era transmitido ao vivo e apresentado pelo Capitão Furacão (vivido por Pietro Mário)
Capitão Furacão apresentava gincanas, contava histórias e exibia desenhos animados
As crianças que participavam eram os
Era um seriado diário que ia ao ar após o
A série foi criada após o sucesso de Shazam e Xerife na novela
Os bonecos americanos foram adaptados no Brasil por Naum Alves de Souza. Dentro do enorme pássaro Garibaldo estava o ator Laerte Morrone
O programa era didático e educativo, e suas tramas se passavam na tal vila do título. Em 2007, a TV Cultura produziu um remake do projeto
Estreou em 72 e ficou 10 anos no ar, passando por várias fases. Era um telejornal dedicado ao público mirim, com reportagens e notícias
Na fase colorida, em 1977, Paula Saldanha tornou-se a apresentadora, acompanhada do macaco Loiola
Anos antes de Ana Maria Braga e seu Lôro José, Paula e Loiola já animavam as manhãs globais
Entre os desenhos animados exibidos pelo Globinho, marcou época a dupla de massinha Mio e Mao
O programa foi pioneiro também ao apresentar reportagens sobre ecologia, assunto que na época ainda não estava em moda
Dentro do
Em 1977 estreava mais uma co-produção Globo e TV Cultura: a ambiciosa adaptação da obra infantil de Monteiro Lobato. Ficou no ar até 1986, marcando gerações e recebendo prêmios internacionais, inclusive da UNESCO
No elenco original estavam Júlio César (Pedrinho), Rosana Garcia (Narizinho), Zilka Salaberry (Dona Benta), Dirce Migliaccio (Emília), André Valli (Visconde) e Jacyra Sampaio (Tia Nastácia)
Ao longo de dez anos, os autores adaptaram todas as histórias criadas por Monteiro Lobato nos livros publicados nos anos 20, 30 e 40. Parte do elenco foi mudando periodicamente
Reny de Oliveira passou a viver a Emília; a dupla Pedrinho e Narizinho mudava conforme os atores iam crescendo -   no início dos anos 80, Marcelo Patelli e Daniele Rodrigues viviam os primos, netos de Dona Benta
Em 1980, a Globo passou a investir no filão
Um ano depois,
E As Frenéticas, interpretando
Em 82, para comemorar centenário de nascimento de Monteiro Lobato, a emissora criou
Ricardo Graça Mello (filho de Marília Pêra) e Bebel Gilberto (filha de João Gilberto) viveram Pedrinho e Narizinho. A cantora mirim Aretha (filha de Vanusa) conduzia a narrativa do programa
O ponto alto do programa (e do disco com a trilha) foi
Dois anos depois, a Globo produziu o
No elenco adulto, o ex-Dzi Croquettes Paulette surgia
Outro grande sucesso do filão foi
O carro-chefe era Raul Seixas, o
Jô Soares era outro destaque, com
Em 84, a continuação teve novamente Raul Seixas e outros astros, mas não repetiu o sucesso do primeiro programa
A menina Aretha continuava estrelando a linha de especiais infantis da Globo, liderando o elenco de cantores e bailarinos
Entre os artistas convidados estava o MPB-4, que interpretou a hilária
O infantil diário matinal era comandado por Simony, na época a maior estrela do conjunto mirim A Turma do Balão Mágico. Ao lado da garota no programa estavam Castrinho e o boneco Fofão (Orival Pessini)
Posteriormente outros integrantes do Balão entraram para o programa, como Jairzinho, hoje Jair Oliveira
Além do matinal, a Turma do Balão também estrelou o especial
Em junho de 86, Xuxa aterrisava na Globo, vinda do
A loira revolucionou o gênero infantil televisivo, ditando regras e modas com seu espantoso sucesso nacional - e depois internacional
Começava ali a era das apresentadoras infantis loiras e/ou sensuais, que gerou clones e imitações nas emissoras rivais e que dominou as décadas de 80 e 90 na TV
No ar até 1992, o
Com o fim do
O destaque era a esfuziante Priscilla, entre outros personagens
O programa trazia esquetes cômicos e desenhos animados, e tinha cartunistas como Laerte e Angeli na equipe
Mas Xuxa não saiu do ar: a loira comandava o infanto-juvenil
No ar até 2001, o programa era quase igual ao antigo
Em 96, Angélica chegava à Globo, com o matinal
O programa foi ao ar até 2000, investindo em Angélica como a substituta de Xuxa no filão infantil da Globo
Dentro do
Outra novela dentro do
Enquanto isso, Xuxa investia no público adolescente, com o
O novo infantil de Angélica ocupava as manhãs da Globo e se misturava à
A
O programa ficou no ar diariamente até 2012, quando passou para os sábados, onde está até hoje. Entre os apresentadores que passaram por lá, Letícia Navas e Emílio Eric Surita
Remake de
O foco era no talento das crianças, que cantavam, dançavam e conduziam entrevistas. Famosos também compareciam, como Cláudio Marzo
Em 2001, a Globo estreou sua versão moderna do Sítio, atualizando a obra de Monteiro Lobato
O destaque foi a menina Isabelle Drummond, a primeira criança a viver a boneca Emília (até então, a dissimulada personagem era encarnada por atrizes adultas)
A modernização do Sítio era tanta que até Dona Benta usava internet
O último grande projeto da Globo para o público infantil foi este matinal comandado por Xuxa de 2002 ao final de 2004
Xuxa (na foto, com a filha Sasha) tentava resgatar o foco no público infantil, mas o gênero já estava pra lá de desgastado. O programa não foi um grande sucesso, e encerrou o interesse da Globo em priorizar essa fatia da audiência

Além da Globo, na época líder de audiência, a TV Cultura foi um grande foco para produção de infantis maravilhosos. Vamos recordar:

TV Cultura: Relembre os programas mais marcantes

A TV Cultura foi fundada em junho de 1969
O
O lírico
O
O
Que tinha Sônia Braga e Aracy Balabanian no elenco, entre outros
Luís Mello no oitentista
O
E que tinha Marcelo Tas como o bizarro Professor Tibúrcio
O clássico dos anos 90
Os peixinhos do
O
O
O enlatado
O seriado americano
O seriado teen
O infantil
Os teleteatros dos anos 70, em PB, marcaram época
O
Tadeu Jungle apresentava essa arena de MPB, pop e rock brasileiros
Kid Vinil era o rei nas noites de domingo com o
Serginho Groisman surgiu na Cultura, com o
Que depois daria origem ao
Nos 90, Marcelo Rubens Paiva comandava o auditório do
Antônio Fagundes e Clarisse Abujamra (então casados) apresentavam essa disputa entre escolas
Walmor Chagas na 1ª versão do
Elis Regina no
Dona Ivone Lara no
Chico Buarque no
O
Ayrton Senna no
O
O
Telecursos marcaram a história da emissora, com derivados como o
O

Depois dessa viagem no tempo, podemos dizer que hoje o público infantil não tem mais uma relação tão familiar com a TV. São outros tempos, certo? A TV deixou de ser quase uma segunda mãe para os pequenos, e esse papel hoje é desempenhado por uma outra criatura tecnológica… Quem será? Tchan Tchan Tchan Tchan… Isso mesmo, é ela: A INTERNET!

#Morri

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No Dia das Crianças, relembre: qual destes programas infantis da TV marcou a aurora de sua vida?

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