Nesta quarta (27), o polêmico Quentin Tarantino chega aos 50 anos. Amando ou odiando o roteirista, diretor e ator, é impossível negar sua influência no cinema dos últimos 21 anos, desde que ele surgiu em grande estilo no Festival de Sundance com seu filme de estreia, Cães de Aluguel.

Promovido instantaneamente de total desconhecido a novo queridinho de Hollywood, ele não decepcionou e dois anos depois levou indicações ao Oscar de diretor, filme e roteiro por Pulp Fiction, conquistando, porém, apenas o último.

 

Com seus personagens extremamente violentos (incluindo – ou principalmente – os mocinhos), vingativos e especialistas em cultura pop, Tarantino acabou consolidando um estilo próprio, ainda que cada um de seus trabalhos seja um oceano de citações a outros cineastas, homenagens a roteiros (semi) desconhecidos e trilhas recicladas dos mais variados gêneros.

Apaixonado por filmes B, dono de uma memória invejável e de uma obsessão por registrar nomes de atores e personagens, frases e detalhes que aparentemente ninguém mais vê, ele sempre encontra uma forma de inserir esses elementos em suas próprias produções, mesmo que muitos deles passem despercebidos.

A impressão, aliás, é que muitas vezes ele sequer se importa com isso, mas o faz pelo simples prazer de ser um fã prestando sua homenagem. Em outros casos, porém, faz questão de deixar bem claro a que está se referindo. Na galeria acima, alguns exemplos dos dois tipos podem ser encontrados.

Nascido em Knoxville, no estado do Tennessee, Tarantino tem ascendência italiana, irlandesa e indígena. Apaixonado por cinema desde sempre e já decidido a se tornar cineasta, abandonou a escola aos 16 anos e arranjou emprego em uma locadora, onde podia passar os dias assistindo dos maiores sucessos aos títulos mais obscuros. Ainda hoje, aliás, ele cita a experiência como parte importante de sua formação.

Provavelmente é dessa época também sua admiração por atores quase esquecidos, a quem ele costuma escalar em seus filmes. John Travolta (que voltou a brilhar após Pulp Fiction), David Carradine, Pam Grier e Don Johnson são alguns exemplos. Mas seus favoritos, aparentemente, são pessoas como Harvey Keitel, Tim Roth, Michael Madsen, Samuel L. Jackson, a musa confessa Uma Thurman e sua grande “descoberta”, o austríaco Christoph Waltz, premiado com dois Oscar de ator coadjuvante, ambos por filmes de Tarantino (Bastardos Inglórios e Django Livre).

Recentemente, Quentin Tarantino garantiu que está ficando cansado e desanimado e explicou que não quer continuar fazendo filmes quando estiver velho, começando a considerar a ideia de se aposentar. No entanto, o hiperativo diretor não para de mencionar novos possíveis projetos em variadas entrevistas.

Considerando o que tem dito nos últimos meses, o mais provável, no entanto, é que seu próximo trabalho seja Killer Crow, uma história sobre soldados negros na II Guerra Mundial que serviria como encerramento para uma trilogia composta ainda por Bastardos Inglórios e Django Livre.


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