“Já recebi propostas para Hollywood e recusei. Por que eu interpretaria um traficante mexicano numa produção americana? O que há de interessante nisso?”

O depoimento é do ator argentino Ricardo Darín, o darling do cinema portenho, em entrevista à revista brasileira Status de outubro. “Filmar qualquer coisa em Hollywood não me interessa. Não entendo essa mania de achar que o melhor é o que está longe”, continuou ele.

Por essas e outras posturas, Darín é cada vez mais visto como símbolo, líder e “garoto-propaganda” do cinema argentino. Sobre essa fama, o astro falou: “Realmente não gosto disso, até porque não é justo. Fazemos cerca de 100 filmes por ano e eu rodo somente um. Entendo a função desses rótulos, que caem sobre a pessoa de mais visibilidade. Mas não posso me sentir responsável pelo cinema argentino”.

Já sobre a eterna rivalidade entre Brasil e Argentina, Darín comentou: “É um absurdo. Em vez de nós nos identificarmos mais com os brasileiros e com outras nacionalidades vizinhas, pelo nosso jeito aberto e caloroso, os argentinos buscam traços comuns com os franceses. De onde vem isso? Acho que ninguém sabe”.

A Status chega às bancas nesta quinta (09).

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