A atriz italiana Sophia Loren comemorará neste sábado seu aniversário de 80 anos convencida de que ainda pode evoluir e segura de que continuará a conjugar seu verbo favorito todas as manhãs: trabalhar.

“Eu preciso trabalhar, aproveitar a vida. Acordo cheia de ideias todas as manhãs”, revelou a celebridade na Cidade do México, onde foi recebida pelo magnata Carlos Slim. O homem mais rico do mundo caprichou em todos os detalhes para que essa data seja inesquecível.

O bilionário das telecomunicações oferecerá um jantar de gala na capital mexicana, com direito a tapete vermelho e ilustres presenças de celebridades internacionais e do México.

O lugar escolhido para a comemoração é o Museu Soumaya, onde na quinta-feira ambos inauguraram uma exposição sobre a trajetória da protagonista de “Matrimônio à Italiana” (1964). A mostra também exibe os dois Oscars conquistados por Sofia, alguns vestidos usados em filmes, joias e outros objetos da atriz.

Construído por Slim e batizado com o nome de sua falecida esposa, o lugar também expõe roteiros de filmes e fotografias dos mais de 60 anos de trajetória de Sofia diante das câmeras.

Sophia Loren é seu nome artístico. Sofia Villani Scicolone nasceu no dia 20 de setembro de 1934, em Roma, mas se sente uma napolitana de coração. Filha de mãe solteira, teve uma infância pobre até ser descoberta aos 17 anos pelo produtor Carlo Ponti, 22 anos mais velho, com quem se casou e teve os filhos Carlo e Eduardo.

Apesar de sua indiscutível beleza ter aberto as portas do cinema, a atriz precisou ser mais que um rosto bonito e um corpo escultural para fazer sucesso. Em pouco tempo, mostrou o talento que tinha para a atuação e, a partir de então, passou a ser respeitada também pelo trabalho de qualidade.

O crescimento da autoconfiança veio com “L’Oro di Napoli” (“O ouro de Nápoles”, 1954), de Vittorio De Sica, em que Sophia Loren descobriu o grande potencial interpretativo que tinha.

“Filmei quando tinha 18 anos e fui dirigida por ninguém menos que Vittorio De Sica, meu mestre. Nas mãos dele mãos eu era como um instrumento e senti minhas vibrações naquelas ruas de Nápoles, cheia de confiança de que conseguiria algo grande na vida”, recordou.

No entanto, o grande salto na carreira foi em 1960, com a participação em “La Ciociara” (“Duas mulheres”), em que interpreta uma mãe preocupada em proteger a filha dos horrores da Segunda Guerra Mundial. Com o trabalho, Loren ganhou o Oscar de melhor atriz em 1961 e se tornou a primeira mulher de língua estrangeira a receber o prêmio.

“Ganhar um Oscar é como estar fora deste mundo. Em certo momento me senti confusa, mas cheia de energia, foram momentos belíssimos, é o mesmo que se apaixonar”, disse.

Em homenagem a Sophia Loren, a Academia Mexicana de Artes e Ciências Cinematográficas entregará um Ariel (o Oscar mexicano) honorário à atriz nesta sexta-feira e começará um ciclo com seus filmes na Cinemateca Nacional.

Agradecida, a diva prometeu aproveitar ao máximo o jantar de sábado e também o domingo, quando se submeterá ao encantamento de outra de paixão, a música, ao assistir um concerto da Orquestra Sinfônica de Minería dirigido por seu filho, Carlo Ponti. 

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