Walcyr Carrasco, autor da novela Amor à Vida que parou o Brasil nesta sexta com a primeira cena de beijo gay da TV Globo, disse que “todos têm que aprender a conviver e têm o direito de ser quem são”. Criticada por setores evangélicos, como os pastores Marco Feliciano e Silas Malafaia, a cena mostrou um beijo entre Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso). “Estamos em uma democracia”, acrescentou Walcyr em depoimento à revista Veja.

Para o autor, a atração mostrou vários tipos de famílias. “A evangélica (Gina e Elias), a tradicional (Paloma e Bruno), a moderna (Michel, Patrícia, Guto e Silvia). Coloquei os gays numa situação familiar com filhos indo pra escola, Félix cuidando do pai doente. Dentro deste contexto, cabia o beijo. Minha única orientação foi que eles desse um beijo de amor”, explicou. “Foi um avanço em termos de direitos humanos, e por mostrar que famílias são diferentes, mas são famílias”, resumiu.

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