Jennifer Lawrence está empenhada em ser uma menina normal, pelo menos o quão normal pode ser alguém que desde o começo da década passou do anonimato a uma atriz consagrada, ganhadora de um Oscar e indicada para outro, e seu rosto está exposto por todo mundo como protagonista da saga Jogos Vorazes.

A jovem, de apenas 23 anos, reconheceu à Agência Efe que a vida de Hollywood não é “desejável”, mas a diverte tanto como ver um reality no sofá de sua casa em que tenta, de todas as formas, que suas visitas não se sintam “intimidadas” pela sua esmagadora e repentina fama.

“Isso é a última coisa que eu quero”, comenta a atriz, sentada em uma poltrona em um hotel em Los Angeles, relaxada após terminar as entrevistas para televisão, tirar os saltos e colocar uma roupa mais informal e cômoda, mais de acordo com seu estilo pessoal.

“Sempre fui da forma como sou. Nunca senti que tivesse opção a ser de outra maneira”, assegura Jennifer, que acredita que sua “teimosia” ajudou a manter os pés no chão e não deixar se levar pela maré da popularidade.

Em fevereiro, Jennifer recebeu a estatueta de melhor atriz por seu papel em O Lado Bom da Vida, apenas dois anos após sua primeira nomeação por Inverno da Alma, um prêmio que confirmou seu progressão, mas com o qual não se identifica facilmente.

“Coloquei o Oscar no corredor perto do banheiro, porque me sentia estranha com ele aqui, em exibição”, explicou a atriz, que optou por deixar que sua mãe cuide do Oscar.

“Está na casa dos meus pais em Kentuchy. Assim a minha mãe pode se sentir especial e mostra perante os amigos”, disse Jennifer, que no dia 22 de novembro estreia o filme “Jogos Vorazes: Em Chamas”, baseada em uma conhecida saga literária.

No filme, sua personagem, Katniss Everdeen, tem que lidar também com o mundo do espetáculo e interpretar o papel que o público espera dela, embora por trás das câmeras as coisas sejam mais irreais e falsas. A atriz encontra certos paralelismos entre a ficção de Jogos Vorazes e a realidade de Hollywood.

“Lembro de ler o primeiro dos livros quando tinha 19 anos, e o que lia era como me sentia”, conta a intérprete.

Da mesma forma que Katniss Everdeen, Jennifer Lawrence foi aprendendo com a experiência e agora a indústria do entretenimento já não lhe aterroriza.

“Ela (Everdeen) sabe como funciona e sabe como manobrar. É assim como eu sobrevivo, não sou uma rebelde completamente. Me movimento ao redor sem ofender ninguém”, esclarece.

Em Em Chamas, a protagonista voltará a ser obrigada a participar de um concurso televisivo de vida ou morte para divertimento de uma sociedade em cujos alicerces vai tomando forma uma revolução que ela está destinada a liderar, apesar de suas reservas.

De acordo com Jennifer, o filme é mais “físico” e “emocional” que a primeira entrega, que em 2012 arrecadou globalmente quase US$ 700 milhões. Além disso, também não faltam pitadas de humor.

A sequência mais cômica do longa-metragem é quando uma das rivais de Everdeen fica nua em um elevador perante a protagonista, foi também a mais complicada para a atriz.

“Estava com uma intoxicação alimentar e ficávamos subindo e descendo no elevador. Foi para mim o pior dia na rodagem. Woody (Harrelson) e Josh (Hutcherson) me viam vomitar, tinha uma sacola comigo, e Woody dizia que meus vômitos eram como os de um bebê. Eu queria terminar de uma vez, portanto não fizemos paradas”, narra a jovem.

Jennifer Lawrence estreará em dezembro o drama Trapaça, que já dizem que deve concorrer ao Oscar, e em 2014 será vista em Dumb and Dumber To, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido e em Jogos Vorazes – A Esperança

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