Wagner Moura é capa da GQ

GQ/Divulgação Wagner Moura é capa da GQ

Wagner Moura está se despedindo de Narcos. O ator, que interpreta o protagonista Pablo Escobar, verá o seu personagem ser morto na temporada que estará disponível na Netflix a partir desta sexta-feira (2).

Na capa da edição deste mês da revista GQ, Wagner falou sobre a principal dificuldade em interpretar o narcotraficante: ganhar peso. “Me esforcei muito para engordar, porque meu corpo é de magro. Então, comi tudo que não prestava e era bom… Pizza, sorvete, cerveja, vinho, sobremesa todo dia. Cara, você não ia me reconhecer dois meses atrás”, afirmou ele.

A dedicação ao papel foi tão grande que o ator baiano recusou um papel no remake do filme Sete Homens e Um Destino, de Denzel Washington. “Conversei com (o diretor) Antoine Fuqua e acertei tudo, mas notei que tinha aceitado naquelas de ‘não posso recusar isso’, mas meu coração dizia que não ia aguentar. Queria voltar para o Brasil, se o filme atrasasse ia ser um problema com a Netflix e ainda teria de emagrecer para engordar de novo. Não queria essa confusão”, confessou.

Pablo Escobar é vivido por Wagner Moura

Netflix/Divulgação Pablo Escobar é vivido por Wagner Moura

O mais difícil, porém, é se livrar do personagem agora. “Além de perder peso, queria tirar esses dois anos de maldade, tiros e morte de mim. Foram dois meses sem beber, fumar, comer carne e derivados de leite”, afirmou ele, que completou: “ainda faltam sete, mas já estou novamente no jiu jítsu. Voltei a tomar um vinhozinho, mas nunca mais vou comer carne ou frango”.

Família se mudou com ele pra Colômbia
Nesta segunda temporada, Moura resolveu levar a família inteira para a Colômbia. “Neste segundo ano, a família foi comigo e foram meses maravilhosos. Os meninos aprenderam a falar espanhol, estudaram em uma escola de regime integral que ia das 8 da manhã e acabava às 5 da tarde, onde, além das aulas normais, praticavam esportes, tocavam guitarra, jogavam xadrez”, lembrou ele.

Planos para o futuro
Com o fim de sua participação em Narcos, a ideia agora é dirigir o seu primeiro longa-metragem. Wagner quer fazer um filme contando a história de Carlos Marighella, histórico guerrilheiro da esquerda brasileira. “Para ser xingado ainda mais”, brincou ele, que ganhou inimigos na web por ser fortemente contra o impeachment de Dilma Rousseff.

“Dilma é uma presidente muito incompetente. Nunca votei nela e já batia no governo desde 2013. Reconheço o progresso que o PT fez para diminuir a desigualdade social, mas o ciclo do PT acabou, caiu de maduro, de corrupto e incompetente. Mas acho que o impeachment foi uma manobra de interesses escrotos com os mesmos atores de 1964, com exceção dos militares. Quando a bonança deixou de favorecer a esse segmento da elite, aplica-se a velha solução latino-americana: tirar e colocar quem eles querem. Isso é golpe. E não posso compactuar”, criticou.

Sem mais artigos