Fotos do filme X-Men: First Class, dirigido por Matthew Vaughn

Magneto (Michael Fassbender) e Charles Xavier (James McAvoy) em cena de X-Men: Primeira Classe

X-Men: Primeira Classe renova a franquia com o início da saga dos X-Men e a formação da Escola Para Jovens Mutantes Superdotados de Charles Xavier. O filme mostra como Erik Lehnsherr, o Magneto, conheceu Charles Xavier, o Professor X, como se deram os primeiros treinamentos e formação da primeira classe com Mística, Fera, Destrutor, Banshee, entre outros. A estreia acontece nesta sexta-feira (03) nos cinemas brasileiros.

Para fazer um esquenta, a 20th Century Fox forneceu com exclusividade ao portal Virgula um trecho do filme legendado, em que Xavier conversa com Erik (Magneto) sobre treinar alguns dos mutantes, mostra a mansão que servirá mais tarde de Escola e treina Sean Cassidy/Banshee (Caleb Landry Jones) e Alex Summers/Destrutor (Lucas Till).

Além disso, você confere duas entrevistas especiais com Michael Fassbender e James McAvoy que vivem Magneto e Xavier, respectivamente, sobre a escalação para o filme, o perfil dos personagens e o universo nerd de X-Men. Imperdível! Veja primeiro o vídeo e depois as entrevistas com os atores:

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ENTREVISTA COM JAMES McAVOY, O PROFESSOR X

Você está se divertindo com a grandiosidade deste filme?

É divertido.  Como todos os grandes filmes – é o caos organizado.  Mas é caos organizado bom, divertido.  Acho que NÁRNIA foi provavelmente o filme de maior orçamento que eu já tinha feito.  Foi a coisa mais ridiculamente grande. Mas isto supera tudo que vi antes.

Mas eu acho que eu tinha previsão de 30 dias de trabalho em NÁRNIA, mas fiquei lá por cinco meses e meio, foi algo assim maluco.  Aqui, Michael Fassbender e eu estamos nos papéis principais, o que é bem divertido.  É muito bom também ter uma divisão dos papéis principais.  É muito bom ter nós dois – não como Sir Patrick e Sir Ian – como os dois mais velhos.

Você é um grande fã de JORNADA NAS ESTRELAS – como fica isso na sua cabeça ao interpretar um personagem que Patrick Stewart tornou famoso nos primeiros três filmes de X-MEN?

Eu sei! Preciso me policiar para não dar minha interpretação de Patrick Stewart. [risadas] Mas sim, é bem emocionante.  Num momento, logo nos primeiros ensaios, Matthew falou para o Michael e para mim sobre fazer uma imitação de voz, mas nós fizemos isso por uns dois minutos e ele acabou com isso na hora. 

É diferente da mesma forma, porque temos de ver de onde eles vieram e a diversão do filme nisso é ver também as diferenças.  Não faz sentido fazer o filme se seus dois papéis principais – os personagens recorrentes de outros filmes – são exatamente os mesmos que eles eram.

Seu Charles Xavier é um pouco menos maduro, talvez, do que a encarnação de Patrick?

É, nos três primeiros filmes Charles Xavier é um monge.  Ele é uma força de abnegação, desprendimento e quase assexual, para melhoria da humanidade e dos mutantes.  Parando para pensar, “Certamente, bem ele deve ser diferente disso”, é bem divertido, porque o oposto total disso é um almofadinha egocêntrico, com a sensualidade em alta e egoísta.  Não vamos tão longe com isso, mas fizemos isso muito e ele definitivamente tem um ego presente e apetite sexual.  Ele é agora uma peste sexual! Ele é um pouco assanhado.

Você acha que o poder deu a ele um complexo de deus?

Eu acho que sim, decididamente. Isso é algo, felizmente, com que podemos nos divertir nas sequências – no caminho para se tornar Patrick Stewart.  Que é um deus!

O que você sabia das histórias em quadrinhos dos X-Men antes de começar?

Para ser honesto com você, eu não conhecia porque simplesmente eu não lia histórias em quadrinhos na verdade, quando era criança.  Eu não sei se foi apenas por minha vida insignificante que não líamos revistas em quadrinhos, mas nenhum dos meus colegas lia ou gostava deles e eu não pensei em procurar ou qualquer coisa assim.  Mas fui um grande fã, a partir de talvez uns 10 anos em diante, dos desenhos animados, que víamos nas manhãs de sábado em Going Live e toda a aquela coisa.  Era bom demais. Meu personagem favorito era o Gambit.   Assim, é muito bom estar inteiramente envolvido com os X-MEN, na verdade.  E, é claro, eu também fui fã dos primeiros filmes.

Foi dito que a dinâmica entre Charles e Erik se assemelha às diferentes características de Martin Luther King e Malcolm X – você vê isso no filme?

Acho que sim.  Acho que há alguma coisa dessa dinâmica entre os dois.  Nos quadrinhos, Erik vai e vem.  Ele vai e volta entre o que ele está para alcançar e como ele está para alcançar isso. Neste filme, você vai encontrá-los no passado mais distante, onde eles ainda estão se desenvolvendo e eles ainda estão descobrindo quem são. Vocês ainda estarão vendo alguns fatos que dão forma a eles – não apenas sua vida anterior, mas alguns eventos principais em sua luta por direitos iguais que ajuda a dar forma a eles.  Isso foi uma coisa sobre a qual Michael e eu conversamos muito, sobre os termos dessa dinâmica. 

Você não pode ir muito longe nisso porque, de modo nenhum, você quer banalizar o movimento dos direitos civis, mas existe realmente uma analogia. Você tem de tentar e olhar como o resto do mundo reagiu a isso, e isso na verdade diz como o resto do mundo reage à luta dos mutantes neste filme.

É mais uma área cinzenta entre o bem e o mal neste filme?

Sim. Erik não é definitivamente uma força do mal.  O que ele faz é uma coisa boa.  Você pode argumentar que matar pessoas nunca é uma coisa boa, mas ele está matando algumas pessoas más que fizeram algumas coisas terríveis a ele.  Ele está definitivamente muito mais benevolente, de qualquer modo, quer esteja fazendo coisas ruins quer coisas boas. 

A primeira vez que o vimos como um adulto, caçando nazistas e tudo isso, você sabe o motivo dele estar fazendo isso.  Mesmo se você for um pacifista e não acreditar em assassinatos, você pode entender e simpatizar com o que ele está passando exatamente.  Se isso é algo que o domina no filme é o que todos tememos, pois ele tem bem uma postura extrema, na verdade. 

Acho que o Professor X, percebendo isso nele e sendo o otimista que é, acredita que ele pode ser ajudado.  Que ele pode ser manipulado e manobrado para fora do lado sombrio.  E isso mexe com o ego de Charles, também.  Ele quer ser o líder e quer estar no comando de todas essas pessoas.  Ele quer criar uma família e ser o testa de ferro dela, e ele acha que ele pode consertar todo mundo.  Ele tem esse enorme e surpreendente superpoder, mas basicamente ele está apenas ampliando a empatia. Acho que ele acredita que pode entender e consertar todo mundo, o que basicamente está errado e acaba sendo a destruição para ele e para o Erik.

O filme se passa em 1962 – quanto da política e dos acontecimentos dos anos 60 é mencionado?

Muito – a Guerra Fria desempenha um grande papel nele e a manipulação da história é uma coisa ótima.  Nós nos ligamos à história de forma muito próxima e de modo muito forte.  Mas então também bagunçamos bastante a história e a reescrevemos.  Não mudamos o resultado de qualquer um dos eventos mundiais, mas dizemos que a explicação e a máquina por trás desses eventos mundiais tem a ver com os mutantes, o que é ótimo.

ENTREVISTA COM MICHAEL FASSBENDER, O MAGNETO

Como você ganhou esse papel em X-Men?

Matthew Vaughn diz que me viu em um teste para um dos seus outros filmes e achou que eu era ideal para este filme, então eu falei com ele por telefone e recebi uma cópia do roteiro. É tudo muito secreto. Alguém vem, traz, espera, eu leio o roteiro em duas horas, e a pessoa o leva de volta. Então eu li o roteiro, gostei dele e vim aqui fazer um teste, para tentar convencer os produtores. Foi assim, na verdade.

É óbvio que o Magneto ganhou vida nos três filmes anteriores dos X-Men com a interpretação do Sir Ian McKellen. A sua interpretação se baseia na dele?

Eu vi, observei e gostei muito do que ele fez. Mas decidi fazer de outro jeito.  É claro que é bom respeitar o trabalho de outra pessoa, principalmente porque os fãs gostam e respeitam muito o que ele fez, é um excelente ator. Eu poderia só estudá-lo como um jovem e usar isso na minha interpretação, mas acho que o Matthew não queria isso, e assim que ele me disse que não era isso que ele buscava, eu pensei, certo, vou descartar essa ideia e fazer do meu jeito mesmo. Então trabalhei só no que já havia nos quadrinhos e no roteiro.

Você interpreta o Magneto como um homem bom?

Sabe, eu não costumo pensar em termos de bom e mau. Eu penso no que ele quer ser, no tanto de motivação que ele tem e que valores morais ele cultua.

Eu o vejo como um personagem maquiavélico: os fins justificam os meios. E ele se vê em uma situação em que ele está certo. É como o Homo sapiens contra o Neandertal, e os mutantes são a nova raça. Tudo que ele diz está certo.

Destruímos praticamente tudo na história da raça humana, até nós mesmos. Ele diz que esta raça é intrinsecamente destrutiva e autodestrutiva, e que os mutantes são o futuro. O que ele diz faz sentido.

Você se baseou nos quadrinhos para definir o Magneto?

Existe muito material na história do Magneto, ela é muito interessante. Ele se casa com uma cigana que ele conheceu nos campos de concentração. Eles têm um filho e ele tenta ter uma vida normal, sabe. Ele tenta levar uma vida normal, mas a mentalidade hostil da raça humana mais uma vez causa danos, seu filho acaba morrendo queimado, então ele mata todo mundo e sua esposa o abandona. Ele simplesmente não confia nos seres humanos. Eu creio que ele tem motivos para isso. A esposa e o filho não são mencionados, mas eu sempre me lembrava dessa parte da história. Ele precisa fazer isso. Ele precisa se vingar do Sebastian Shaw.

O que Kevin Bacon acrescenta ao Sebastian Shaw?

Acho que, mais uma vez, contamos com um ator que encontra a verdade em tudo que faz. E só de pensar na experiência que ele tem, são mais de 70 filmes. É muito bom ver que alguém que sobreviveu neste ramo por tanto tempo é uma pessoa muito boa. Ele só quer fazer seu trabalho. É muito fácil conversar com ele. Ele tenta encontrar a verdade das cenas porque é assim que é: o mundo é fantástico, mas a gente quer a ilusão, a empolgação, para nos mantermos intactos, sabe como é? Tudo em volta tem que ser inteligente. Tudo que acontece na história está lá por algum motivo. Nada está lá só para preencher o tempo. Cada coisa existe para suscitar a próxima e interligar-se talvez com três cenas que virão mais tarde. O lance é encontrar essas coisas na cena.

Você gostou do ambiente dos anos 60?

É fantástico. Quando se trabalha com uma coisa com estas proporções, todos os componentes são essenciais, e é ótimo ver tudo isso funcionando. Fizemos o aeroporto de Buenos Aires em Londres, e foi fantástico. É lindo ver a iluminação, e como o Matthew filma tudo de um jeito que faz parecer que estamos mesmo nos anos 60. A gente se sente na década de 60. E tem as roupas, é claro. É muito legal mergulhar em uma época e trazer aquilo tudo para um mundo de super-heróis. Acho que é muito legal, agora que estamos em 2010, fazer uma história de super-heróis no passado.

O mundo inteiro é criado para você. Isso ajuda nos aspectos fantásticos?

Sim, isso ajuda um pouco. A gente usa capacete e roupa de super-herói. A gente tem que levar a sério. Não pode deixar a peteca cair! [risos]

Como você compara esses filmes com os outros menores e independentes que fizeram a sua fama?

Eles apenas têm menos gente trabalhando. Isso não muda nada do processo. Mesmo que eu esteja fazendo algo fantástico, é preciso experimentar e encontrar algum tipo de realidade ou plausibilidade na coisa toda, para que o resultado seja realmente convincente. Se a gente acreditar de verdade que alguém é capaz de entortar metal… É o mesmo processo, só que com muito mais pessoas e muito mais dinheiro.

E você fez projetos importantes com Vaughn, Tarantino, Zack Synder. Você ainda trabalha com pessoas muito criativas.

Sem dúvida. Mas, também, eu sempre me considerei um fã de cinema. Gosto de ver os dois tipos de filme. Gosto de curtir a aventura toda. Gosto de SHERLOCK HOLMES. Gostei de verdade daquele filme. Fui vê-lo no Natal, foi exatamente o que eu queria. Na outra vez, vou ver GERAÇÃO ROUBADA. Vou misturando, diversificando. E, às vezes, depois de trabalhar em um tema mais pesado, é bom trabalhar usando uma cueca de couro, como fiz em 300. [riso] É como na minha infância, eu ficava indo de lá pra cá de cueca, só que agora tem figurinos e cenários. A pistola de brinquedo agora é uma arma de verdade, e tenho que fazer um curso para aprender a usar uma espada, ou o que mais for!

Este verão está repleto de filmes de super-heróis. Na sua opinião, o que este tem de diferente?

Vai ser o melhor. [riso] Não sei nada sobre o universo dos outros quadrinhos, mas o que acho interessante neste é a ideia de os mutantes se rebelarem, e de como os seres humanos reagem a isso. Os humanos pensam: “É melhor a gente se livrar logo deles, antes que eles nos eliminem.” Há muitas ideias interessantes sobre a condição humana e o comportamento humano a serem exploradas com o universo dos X-Men.

X-Men: Primeira Classe: Entrevistas com Fassbender e McAvoy e trecho exclusivo

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